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sexta-feira, 25 de março de 2011

Contrastes Representantes/Representados

Numa altura decisiva para Portugal os protagonistas políticos não estão à altura e demonstraram 4.ª feira que o que os move não é, certamente, o interesse nacional.



O meu objectivo com o post anterior era salientar a importância que a confiança tinha nas pessoas (de facto, não são apenas os mercados que exigem confiança, mas as pessoas precisam ainda mais dela). Num momento de crise grave, por que Portugal atravessa, verificamos que os políticos não estão à altura. As pessoas não olham actualmente para nenhuma instituição da vida política com confiança. Há muito que o Executivo perdera confiança com várias contradições. No dia de ontem houve mais uma: Bruxelas tem dúvidas acerca do valor real do défice português de 2010 (sendo certo, porém, que o défice real, contabilizado com todas as empresas participadas do Estado, é muito superior a 8%, valor que Bruxelas pensa que terá sido o nosso défice no ano passado). Além do Executivo, também a Assembleia da República não é respeitada por aqueles que deviam ser nossos representantes e se aproveitam dos lugares que ocupam, não para defender o interesse nacional, mas para fazer um triste espectáculo de campo de batalha. Contrariamente, a Presidência da República parece mostrar algum alento nos portugueses, muito embora o seu poder, embora decisivo nalgumas situações, não seja perceptível noutras. Confiança. É este o predicado que os representados exigem aos seus representantes e a quem os governa. Um “contrato social” tem de pressupor que a verdade é dita e que as pessoas, conhecedoras das propostas, avaliá-las-ão, tendo em vista o melhor para o interesse nacional (a tal vontade de todos, que era racionalizada, de acordo com Rousseau). O Parlamento seria, assim, a Casa da Democracia, “um pequeno mapa, que representava a Nação”. Infelizmente não é desta forma idílica que hoje encaramos o Parlamento e o dia de 4.ª feira foi mais um em que pudemos comprovar que os partidos políticos não estão, efectivamente, comprometidos exaustivamente com Portugal. Desde o dia 27 de Setembro de 2009 que os partidos estão interessados em novas eleições. Primeiro houve conflitos internos dentro do maior partido da oposição e, de acordo em acordo, uma coisa era certa: alguém ia pisar o pé a alguém, ou alguém fingiria ser pisado durante a dança do tango. É com muito desagrado que vejo que, uma vez mais, os nossos dirigentes não se mostram capazes de nos liderar. Se me perguntassem se nutria simpatia ou, mais importante, se considerava que o nosso Primeiro-Ministro era uma pessoa capaz, eu responderia negativamente, no entanto, discordo em absoluto com o que aconteceu na Assembleia da República. Reforçava eu que nós estamos a passar por várias crises, há muito tempo, que há muito tempo que todos estão distraídos a jogar jogos de poder, contudo seria altura de ultrapassarmos uma fase difícil. Como? Através da união e confiança. Não foi isso que aconteceu. Sócrates negociou um (novo) plano de austeridade (o que, mais uma vez reforça que não havia um plano a longo prazo para o país) com a Comissão e com a Chanceler Alemã, sem fazer esforços de negociação cá dentro. Os partidos da oposição aproveitaram a deixa e votaram no Parlamento o fim deste novo PEC. Todavia, este não é verdadeiramente “um adeus, mas antes um até já”, porque, sejamos sinceros, todos já percebemos que não há coragem política de nenhum partido do arco da governação de fazer reformas estruturais importantes, acabando com situações de privilégios injustificados. Falo, entre outras coisas, das celebérrimas parcerias público-privadas. Desta forma, a única solução é atacar os anónimos, aqueles cujos gritos se podem ouvir na rua, em manifestações algumas vezes no ano, mas que (e que estranho que é!) raramente fazem cair um Governo (embora quando o fazem essa queda marque o fim de um ciclo ou Regime), ao contrário de outros tantos interesses escondidos (falo, evidentemente dos grupos de pressão) que influenciam decisivamente a actuação de um qualquer Governo, de modo que este, se atentar nos seus privilégios cai. Daí que o PEC 4 seja um “até já”. Não tenho dúvidas que haverá redução das pensões, despedimentos mais fáceis, com indemnizações mais baixas. Tenho dúvidas que desta forma se verifique um saneamento da crise. Pelo contrário será natural que o se dê um maior potenciamento. Infelizmente, vejo que não tenho políticos capazes de exercer responsavelmente as suas funções. Como salientava, o nosso Primeiro-Ministro não é competente, mas a verdade é que eleições, neste momento, não são a melhor solução, precisamente porque nada vai mudar no panorama nacional. Tenho noção que estou pessimista, mas não vejo no horizonte possibilidades que me animem. Não sei, se houver eleições (algo que não me agrada) quem as vencerá, mas não há dúvidas que o partido que as vencer não terá maioria absoluta. Ora, sendo os protagonistas os mesmos irresponsáveis dificilmente se entenderão. Tudo estaria muito bem, não fosse o país estar em jogo. A conclusão que consigo tirar é que estamos a seguir um caminho muito perigoso. A irresponsabilidade, a prazo, tem custos muito elevados. Verifico, hoje, que temos um Primeiro-Ministro que potenciou uma demissão e um Parlamento que aproveitou a deixa. Questão: Sendo os protagonistas os mesmos, como é possível gerar-se confiança nas pessoas? Como é possível unirem-se para ultrapassarem a crise? O meu desejo era que, verdadeiramente, o interesse nacional imperasse e os actos de amor à Democracia não se ficassem pelas palavras. Essas também a 1.ª República as tinha.

Nota final:
Hoje a SIC entrevistou pessoas pelo país, de modo a tentar aferir acerca da sua percepção sobre estes acontecimentos. A maior parte das pessoas referiu precisamente um descrédito total, havendo, inclusivamente, quem pedisse já a intervenção de um Salazar. É, definitivamente, caso para os políticos porem as mãos na consciência.





sábado, 18 de julho de 2009

O nosso presente e o nosso futuro

Imagem: O nosso presente e o nosso futuro

Foi lançado um sítio na internet, lançando 40 perguntas aos partidos que concorrem às eleições legislativas. O objectivo é que os partidos respondam a essas 4 dezenas de questões, de modo a esclarecerem melhor os cidadãos relativamente àquilo que pretendem para o presente e para o futuro de Portugal. Caso os partidos respondam ao Manifesto (algo que definitivamente deveriam fazer), haverá uma oportunidade de diálogo construtivo, debatendo ideias e propostas para os próximos anos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Reacções democratas ao debate

Hillary Clinton e Joe Biden reagiram ao debate presidencial. Consideram que Obama venceu o debate e contestam alguns argumentos de McCain.
Clinton fala, ainda, de Sarah Palin.

Imagem : Reportagem da CBSnews

Segundo Hillary Clinton, os indecisos começam a ficar decididos, após todos os debates se terem realizado. A senadora de Nova Iorque está convencida que os americanos "não querem mais 4 anos iguais aos últimos 8.".
Clinton diz estar convencida que os americanos já se aperceberam que é Obama que melhor pode liderar o país, devido, em parte, ao seu plano económico, pois as pessoas sabem que é a economia que está em causa nestas eleições. Clinton disse estar feliz com o facto de muitos apoiantes seus estarem com Obama, apesar de alguns terem apoiado McCain (mas referiu que quem apoia McCain é um número muito reduzido).
Questionada sobre quais as receitas que os candidatos poderiam utilizar (quando chegassem à Presidência), de modo a cobrir o défice e, ainda assim, cumprirem o seu programa, Hillary respondeu que Obama tem capacidade de liderança e responsabilidade fiscal, atributos necessários para ultrapassar esta crise.
Fazendo uma analogia com Palin, a ex-candidata disse compreender que muitas pessoas a apoiem, mas referiu que a Governadora do Alasca não oferece uma necessária mudança a Washington. Segundo Hillary Clinton, não se deve votar em McCain só pelo facto de a sua "running mate" ser uma mulher.
Joe Biden disse que McCain teve uma boa frase ao dizer que se Obama queria ter concorrido contra o Presidente Bush deveria tê-lo feito há 4 anos atrás, mas relembrou que o actual candidato republicano votou 90% das vezes a favor de Bush.
Referiu, ainda, que é legítimo aumentar os impostos para as empresas que mais lucram.
Biden fez, ainda, uma alusão ao plano Paulson, que espera que surta o efeito desejado.

Exageros e mentiras no debate (Fact Check)

Foi na 4.ª feira o último debate presidencial. Até que ponto se disse apenas a verdade ou se exagerou a realidade? Em 2 peças jornalísticas a CBSnews responde à questão.

"Joe, the pumbler" foi a estrela da noite. O canalizador de Ohio, que tinha questionado o plano de impostos de Obama ouviu o seu nome mais de 20 vezes, neste debate. Os candidatos dirigiram-se para a câmara e "falaram" directamente com Joe, que representava o povo americano, ou os donos de pequenos negócios. O próprio admitiu, mais tarde, não estar à espera que o seu nome fosse tão invocado no último debate presidencial, em Nova Iorque.
Importa recordar que Joe, o canalizador, havia questionado Obama acerca do seu plano de impostos: ele, Joe, estava a pensar adquirir um negócio de canalização e esperava obter lucros de 280 000 $. Pagaria mais impostos? McCain, no debate, aproveitou a deixa para generalizar, referindo que milhões de pequenos proprietários de negócios, veriam os seus impostos aumentarem. Na verdade, são cerca de 335 000 (apenas aqueles que facturam mais de 250 000 $ por ano; há aqui um erro de Obama na definição de "pequenos negócios").
McCain referiu, ainda, que Obama se preparava para fazer com que as pessoas contribuissem mais para o sistema de saúde.
Do lado oposto, Obama exagerou a realidade (creio que a hipérbole foi intencional e o valor precisado por Obama não tinha intenção de ser rigoroso), ao referir que 100% dos anúncios de McCain eram negativos. Na realidade são 73%, mas o ponto está que, em termos percentuais, são mais os anúncios negativos de McCain, do que os de Obama, apesar deste gastar mais dinheiro com publicidade negativa (mas, como gasta ainda mais na divulgação do seu projecto, em termos percentuais, McCain gasta mais que Obama na "campanha negativa").
NOTA: O debate é o vídeo mais visto desta semana, no youtube. Pode ser visto aqui.




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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Último debate presidencial. Será decisivo?

Hoje é a última oportunidade de John McCain tentar conquistar algum terreno perdido, ou de Barack Obama, sagrando-se claramente vencedor do debate, mais facilmente poder chegar a Casa Branca.
Este último debate será em Nova Iorque.


De acordo com os analistas, McCain precisa de mudar de estratégia: os ataques pessoais não estão a resultar. Com efeito, numa sondagem da CBSnews, Obama reúne 53% das intenções de voto, contra 39% de McCain. É um valor muito mais baixo, desde que começou a política de ataque pessoal. Denota-se uma necessidade de mudança no discurso (21% de independentes mudaram a sua opinião face a McCain, durante este período de tempo). Ainda assim, há republicanos que dizem que a campanha de Obama gastou mais dinheiro em anúncios negativos que McCain (Obama tem mais dinheiro, por isso, poderá ter gasto mais, mas percentualmente foi inferior). Parece-me um discurso completamente obtuso, pois foi McCain que lançou, primeiramente, a ofensiva. Os anúncios da campanha democrata foram a resposta a esses ataques.
Hoje o debate será sobre a Economia, mas é natural que outros assuntos, como a experiência de Obama sejam tocados. Neste aspecto, um analista democrata responde que Obama apresentou experiência durante os últimos 24 anos.
A questão para a analista republicana tem que ver com o ponto fraco de McCain ser a economia. Sabendo que o momento actual é de crise, como é que McCain se pode apresentar como sendo uma solução? A resposta relaciona o tema da economia, com a reforma que uma administração McCain poderá trazer a Washington. Além disso, refere que o único problema da América não é a economia. Isso é verdade, mas será que é McCain quem apresenta as melhores propostas nas outras matérias? Depende do ponto de vista e da matéria.

A reportagem é da CBSnews.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

2.º Debate: opinião dos indecisos

Aconteceu ontem o 2.º debate presidencial. Segundo os analistas ambos os candidatos tiveram prestações bastante positivas, o que, para McCain, não era suficiente. De facto, analisando os 2 debates presidenciais que houve McCain perdeu muito terreno, pois se no 1.º era a sua especialidade que era discutida (assuntos internacionais), no 2.º debate, o modelo adoptado era o seu predilecto.
Uma vez mais, de acordo com as mais variadas sondagens, Obama venceu o debate. A CBS dava-lhe uma vantagem de 13 pontos percentuais, em relação a McCain (39-26).
No vídeo que se segue, da CBSnews, ouvimos os eleitores queixarem-se que este debate não veio trazer nada de novo relativamente àquilo que eles sabiam. Muitas vezes, ficaram com as mesmas dúvidas, relacionadas, por exemplo, com a saúde, ou o Iraque.
Recomendo a leitura destes 2 artigos da blogosfera:
Para assistir ao debate, clicar aqui.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

2.º Debate Presidencial

É hoje o 2.º debate presidencial. O modelo será diferente do 1.º. Neste caso são os eleitores indecisos que irão questionar os candidatos, por isso qualquer tema pode ser discutido. Além das questões presenciais também poderá haver questões de eleitores, através da utilização do e-mail.
Normalmente é McCain quem se dá melhor com este tipo de debates. Alguns analistas consideram que Obama adopta, por vezes, um estilo de resposta, como se estivesse a dar uma aula.
Para este debate, Obama tem de se manter calmo e não cometer erros, pois encontra-se à frente nas sondagens. McCain, por sua vez, terá de dar tudo por tudo.
A palavra-chave será "ouvir" bem as questões, raciocinar e responder convenientemente.
O debate durará 90 minutos e será transmitido a partir de cerca da 1:30 da madrugada na RTP N e na Sic Notícias.
Vídeo da CBSnews. Primeiro assistirá a um anúncio e, só depois à reportagem sobre os preparativos do debate.

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sábado, 4 de outubro de 2008

Rescaldo do Debate: Até que ponto se disse apenas a verdade?

Após o debate realizado na passada 5.ª feira, tentou-se perceber até que ponto o que foi dito pelos candidatos à Vice-presidência dos EUA foi verdade. Nesta reportagem da CBSnews, destacam-se 5 pontos que não obedeceram à verdade, talvez por desconhecimento dos intervenientes.
No que diz respeito a Sarah Palin, houve uma acusação em como Obama tentou subir os impostos, para a classe média, se as suas receitas anuais rondassem os 42 000$. Na verdade, Obama nunca o tentou fazer.
Além disso, de acordo com o programa de impostos de Obama,em que as famílias com mais recursos contribuiriam mais para o Estado, a Governadora acusou o ticket Obama-Biden de subir os impostos a milhões de pequenas companhias. Ora, a verdade é que afectarão milhares (cerca de 480 000 mil pequenos estabelecimentos), mas este valor não chega a metade de um milhão. Neste caso, foi utilizada uma hipérbole, para exagerar o efeito de uma medida que o ticket democrata pretende tomar.
Finalmente, a construção do gasoduto que Palin disse já estar a ocorrer, no Alasca, na verdade, ainda está no papel.
Relativamente ao Senador democrata, na sua resposta a Palin, disse que também McCain havia votado para que os impostos da classe média subissem. Com efeito, McCain fez o contrário.
Além disso, Biden referiu que Obama nunca havia dito que se sentaria à mesa com o Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, sem pré-condições. De facto, Obama disse-o, numa entrevista à CNN.
Muitas destas faltas, acredito não terem sido cometidas propositadamente, mas, muitas vezes, por esquecimento do que já se disse anteriormente.


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sondagem CBS: Biden vence o Debate


Clicando nas imagens, ver-se-ão as peças da CBSnews.

Ocorreu ontem o que muitos pensam que terá sido o debate para a Vice-presidência dos EUA mais assistido de sempre, devido à polémica em torno de Sarah Palin.
Os assuntos tratados tiveram que ver com a energia, a saúde e a política externa, sem esquecer, evidentemente, a economia. O debate pode ser visto aqui.
Neste debate, verificou-se que os candidatos se enfrentaram, mas não de forma agressiva, como se havia verificado no debate presidencial. Joe Navarro, da CBS, diz-nos que, tendo em conta a pressão que estava em cima de Palin ela se aguentou bem. Quanto a Biden, estava confiante e mostrou-se atento aos detalhes.
A percepção geral dos eleitores indecisos foi que Biden venceu o debate (46%). Já 21% afirmaram que fora Palin que levara a melhor. Apesar disso, a opinião dos indecisos sobre ambos os candidatos aumentou consideravelmente, de tal modo que 18% dos indecisos admitia votar em Obama e 10% em McCain.
Relativamente à percepção sobre o conhecimento dos dossiers, a opinião dos indecisos favoreceu ambos os candidatos. De acordo com 98% dos indecisos Biden conhece bem os dossiers (antes do debate a percentagm era 79%). Sarah Palin terá convencido 66% dos indecisos, mais 23%, do que antes do debate.
É importante fazer referência à preparação dos candidatos para exercerem o cargo de Vice-presidente. 97% dos indecisos consideram que Biden está preparado. Para Palin a percentagem é um pouco inferior: 55%.

Entretanto, a campanha de Obama já lançou um anúncio televisivo, onde critica o plano de saúde de McCain.


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Debate VP Sarah Palin - Joe Biden

Hoje à noite será o 1.º debate para a Vice-presidência. Espera-se que seja um debate com muita audiência. Na verdade, 65% dos eleitores americanos admitem vir a assistir ao debate. A principal preocupação destes americanos é saber até que ponto os candidatos estarão prontos para assumirem as funções de Vice-presidente. Segundo uma sondagem da CBSnews, 38% dos inquiridos respondem que Palin está preparada e 70% repondem que Biden está preparado.
Quanto aos analistas, há quem diga que Palin passou por um mau momento nas entrevistas, mas estará à altura no debate, até porque, ao que consta foi uma boa debater no Alasca. Contudo, as questões que preocupavam o Alasca, não são exactamente as mesmas que preocupam toda a América. Espera-se para se ver os contributos de Palin, no que concerne à crise económica. Deve dizer-se que Palin esteve a ser preparada no Arizona, com os líderes da campanha de McCain.
Já Joe Biden esteve a preparar-se debatendo com algumas senadoras, como Hillary Clinton. Tem-se, até, especulado que o debate será mais difícil para Biden, uma vez que as espectativas para Palin estão demasiado baixas, pelo que uma prestação razoável poderá ser bastante considerada. Também Biden terá de ter em atenção as gaffes e um eventual aproveitamento político da campanha de McCain, caso haja algo que sugira discriminação sexual. Se não houver, a campanha de McCain andará à procura, provavelmente.
A campanha democrata diz que neste debate também é crucial perceber quem estará preparado para ser Presidente (uma clara alusão à mais que falada incapacidade de Palin para assumir tal cargo) e qual dos 2 tickets será melhor para a classe média (focus da campanha democrata que, mal acabou o debate presidencial lançou um anúncio televisivo, onde referia que McCain não tinha falado um único minuto sobre a classe média).
A propósito de anúncios televisivos ("ad's"), a campanha de McCain lançou um novo, onde diz que espera que Biden cometa gaffes. Trata-se, evidentemente, de uma antecipação, para o caso de o debate correr mal a Palin.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sarah Palin - preparação para o debate



A imagem de cima é uma hiperligação para a entrevista dos pais de Sarah Palin.
Clicando na imagem de baixo, ver-se-á uma pequena análise do comportamento de McCain, face aos media (no que diz respeito a Palin), bem como a preparação da candidata para o debate.

A popularidade de Palin está a diminuir. Há já alguns republicanos que pedem que a Governadora do Alasca seja retirada do ticket. Tem havido críticas de pessoas mais ou menos influentes e críticas de programas humorísticos, como o “Saturday Night Live”. No entanto, McCain diz que as pessoas estão entusiasmadas, em redor de Palin, porque ela sabe comunicar com as pessoas em geral. Esta noite, ter-se-á a oportunidade de ver um entrevista da CBS, com Palin. Será a sua 4.ª entrevista aos media. O facto de a n.º2 ter concedido poucas entrevitas tem sido muito criticado, pois, segundo alguns analistas, as entrevistas são parte de preço a pagar-se, pela inclusão num “ticket”.
Há, também, quem defenda que não se está a preparar Palin convenientemente, ao evitar o contacto com os media. É como que, de repente se atirasse Palin aos leões, no debate, após ter evitado todo o contacto anterior. Ao mesmo tempo, especula-se que o facto de o conteúdo das entrevistas não ser tão bom estará relacionado com os estrategas da campanha de McCain, que terão dado alguns conselhos a Palin, sobre pontos que depois não são tocados na entrevista, pelo que se tem de “circular” na resposta para poder incluir essa informação. Assim, defende-se que, por um lado, existe excesso de preparação (com os estrategas) e, por outro lado, falta dela, pelas poucas entrevistas concedidas. A agravar o problema, verifica-se que existe uma pressão da campanha e nacional.
Por este motivo, houve necessidade de dar a conhecer a verdadeira Sarah Palin ao Mundo, pelos seus pais e, assim, tentar aumentar novamente a popularidade da Governadora.
Segundo os pais de Palin, ela está preparada para ser o que quiser ser, devido à sua perseverança e capacidade de trabalhar muito, empenhando-se naquilo que faz.
Os pais de Palin dizem ainda que a sua filha vai surpreender, pela positiva, os críticos, no debate para a Vice-presidência dos EUA. Isto acontecerá, de acordo com os pais de Palin, porque ela é honesta, não exagera a realidade, diz sempre a verdade e é empenha e perseverante.
Alguns estrategas dizem que Palin possui experiência executiva o que é muito importante.

Quanto à posição de Biden, alguns analistas referem que este terá de ter muito cuidado no debate, não podendo ser muito dominador, para não haver críticas de discriminação por Palin ser mulher.

domingo, 28 de setembro de 2008

O que disse a linguagem corporal dos candidatos?

Joe Navarro, num vídeo da CBSnews, explica-nos o que disse a linguagem corporal dos candidatos no 1.º Debate Presidencial.
Começando pelo cumprimento, Navarro diz-nos que, como as pernas ficam muito atrás e apenas o braço se aproxima, os 2 candidatos não querem ser considerados próximos.
Segundo Joe Navarro, no debate houve momentos de tenção, evidenciados pelo facto de os candidatos não se olharem nos olhos.
Existia uma distância, através da utilização da 3.ª pessoa.
No final, o momento de encontro entre os 2 foi muito curto. McCain não quereria, diz-nos Navarro, fotos com Obama, para não evidenciarem a juventude de Obama, nem a diferença de alturas (McCain é mais baixo).
Navarro diz-nos também que acredita que, em dados momentos, os candidatos sentem rancor.

Este vídeo é da autoria da CBSnews.

Reacções partidárias após o debate

Os 2 candidatos à Vice-presidência dos EUA comentaram a prestação do n.º 1 do ticket, neste debate.
Joe Biden disse que Obama salvaria a Economia, através de políticas, como a redução de impostos, para a classe média, de forma a incentivar o investimento e, assim, possibilitar a criação de emprego. Falou, igualmente, no plano de saúde e atacou McCain ao dizer que o défice de 400 mil milhões de dólares deve-se, em parte, a McCain que votou 90% das vezes a favor de Bush. Deve dizer-se que, de facto, em média McCain votou 90% das vezes a favor de Bush. O valor rondou entre os 77%, em 2005 e os 95%, em 2007. Joe Biden, em média votou 52% das vezes com Bush.
Sarah Palin afirmou que McCain se saiu muito bem; fez um bom trabalho. A propósito do seu debate com Biden afirmou estar ansiosa por ele, referindo que está preparada para defrontar o democrata. Alguns analistas dizem que, durante os últimos tempos, Palin tem vindo a perder a confiança em si própria. Recordam a Convenção do GOP, onde ela fui muito aplaudida e dizem que as gaffes que tem cometido têm andado a tornar Palin um pouco nervosa e com falta de confiança.
O debate dos 2 candidatos à Vice-presidente será na 5.ª feira.
Entretanto, as 2 campanhas já lançaram anúncios televisivos, após o debate. A de McCain aposta uma vez mais no slogan: "Is Obama ready to lead? No!". O anúncio fez um apanhado das vezes em que Obama disse que concordava com McCain. Há outro anúncio (que pode ser visto mais abaixo), onde McCain tenta evidenciar diferenças entre Biden e Obama.
A campanha democrata dirigiu-se à classe média, ao evidenciar que McCain nunca disse as palavras "middle class".
Anúncio de McCain:

Anúncio de Obama:

1.º Debate Presidencial


Este debate foi o primeiro de 3, onde o assunto principal era a política externa (ponto forte de McCain), embora também se tivesse analisado a Economia, devido à actualidade em torno deste tema.
Segundo os europeus, Obama deveria ser eleito Presidente da actual maior potência mundial. No entanto, quem vota são os americanos, que não escolheriam um Presidente apenas de acordo com os padrões europeus (que têm que ver com os assuntos que mais os afectam, como a política externa e a Economia).
A maioria dos analistas considera que o debate foi um “empate”. Nenhum dos candidatos se evidenciou, mas também nenhum terá cometido gaffes. A maioria dos americanos indecisos não sabe dizer, de acordo com uma sondagem da CBS, quem terá ganho o debate, mas ainda assim 25% defendem que McCain o terá ganho, contra 39%, que pensam que foi o Senador do Illinois. Vejamos mais pontos abordados na sondagem:


Quem tomaria as melhores decisões no Iraque?
58% dos indecisos estão convencidos que seria McCain.
48% consideram que Obama também faria um bom trabalho.

Quem tomaria as melhores decisões económicas?
44% dos indecisos inclinam-se para McCain.
66% pensam que seria Obama.

Quanto à preparação do candidato para ser presidente, …
79% dos indecisos consideravam antes do debate que McCain estaria preparado para assumir o cargo. Depois do debate, o valor desceu 1%.
45% dos indecisos consideravam antes do debate que Obama estaria preparado para assumir o cargo. Depois do debate, o valor aumentou para os 58%.

Um quarto dos indecisos mudaria a sua opinião sobre o candidato em que votaria. De referir que, para 46% dos indecisos a sua opinião sobre o candidato democrata aumentou, piorando para 8% dos indecisos. Para os restantes 46%, manteve-se na mesma.
A margem de erro é de 4% e a apresentação dos resultados pode ser feita, clicando na imagem acima.
O debate pode ser visto aqui.