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terça-feira, 4 de novembro de 2008

4 de Novembro de 2008

Creio que será uma data a fixar.
Obama votou em Chicago, Illinois.
Biden, em Dellaware, na Pennsylvania.
McCain, em Phoenix, no Arizona.
Palin em Wasilla, no Alasca.
Após a votação, Palin referiu, a propósito do caso Troopergate (Palin alegadamente teria ordenado o despedimento do seu ex-cunhado, que entrara em divórcio litigioso e pretendia a guarda dos filhos) que sempre fez o melhor pelo povo do Alasca e para manter a trabalhar as melhores pessoas para servir o Alasca (entretanto chegou-se à conclusão que Palin não terá agido de maneira errada).

Ficam as fotos da votação (Imagens The Huffington Post*):

*A foto de Sarah Palin foi retirada da CNN.

domingo, 2 de novembro de 2008

"American Stories, American Solutions: 30 Minute Special" - Análise ao documentário de Obama

Como prometido, fica aqui uma análise ao documentário de Obama.

Este documentário foi eficaz: dirigiu-se ao americano comum, apresentou as propostas de Obama, nas questões energética, económica, internacional e de sistema de saúde. Além disso, houve uma pequena biografia de Obama, o que permitiu à classe média a sua identificação com Obama.
Nunca se dirigiu ao adversário e, assim, centrou-se nas suas medidas.

Imagem retirada do documentário de Obama

O documentário de Obama está bem conseguido. O candidato não refere as medidas propostas pelo adversário e não faz campanha negativa. De facto, todo o documentário se centra nas medidas de uma eventual administração Obama.
Logo no início, existe uma noção que Obama conhece o país e as reais dificuldades dos americanos. O candidato democrata diz que viajou, com Michelle, pela América e conseguiu aperceber-se das dificuldades por que passam os americanos todos os dias. A partir desse momento, desenvolvem-se exemplos de dificuldades do americano comum. Exemplifica-se pelas dificuldades de uma mãe, que comprou uma casa e as prestações ficam mais difíceis de pagar. São proferidas palavras de esperança pelo Senador do Illinois, retiradas de debates realizados com McCain ou da aceitação da nomeação democrata, em Denver. Obama diz que as boas ideias e o trabalho devem ser premiados. Assim, como proposta para melhorar a vida desta mãe, existe a redução de impostos. A sua medida é apoiada por Governadores de Ohio (terra de “Joe, the Plumber”), Kansas e Massachusetts. O Governador de Ohio afirma que Obama pretende reduzir os impostos a quem necessita.
Um outro exemplo que se segue tem que ver com um casal afro-americano que se aposentou e os medicamentos que consome não são comparticipados. Obama diz que os reformados merecem o respeito de todos, pois o que recebem ganharam-no, enquanto trabalharam.
A enumeração dos problemas do país continua com a questão energética e aposta de Obama nas energias renováveis. O Iraque também chega à conversa e Obama diz que não se pode aceitar que os gastos com o país sejam tão excessivos. Segundo Obama, o dinheiro seria melhor aproveitado se fosse investido em hospitais, escolas, etc.
O voto dos latinos é igualmente importante. A 3.ª história é de uma mulher latina que tem 2 empregos. Fala-se da Reforma educativa.
Posteriormente começa a dar-se a conhecer o homem Obama, moldado a partir da ausência do seu pai, marcado pela morte da mãe. O exemplo dos seus avós também é dado, como defensores da liberdade, na 2.ª guerra mundial. Ao mesmo tempo, foram-lhe transmitidos os valores americanos. De seguida fala Michelle Obama e são mostradas imagens de família, em que Barack é mostrado como pai presente. São feitos elogios a Obama, por parte de Senadores.
Finalmente justifica-se a escolha de Biden, como um homem que é perito em relações internacionais e que não esquece as suas raízes humildes.
O documentário acaba com palavras de esperança e de trabalho e empenho. No entanto, a meu ver é deixada uma boa advertência: Obama não é perfeito, não será um presidente perfeito, mas ouvirá os americanos e será honesto.

Opinião pessoal sobre o documentário:
O documentário está bem conseguido. Existe uma tentativa de mostrar quem é o homem que se candidata à presidência dos EUA: o seu passado, as suas dificuldades, …
Ao mesmo tempo, existe uma aproximação ao americano comum e à classe média; existe uma aproximação à classe trabalhadora e às dificuldades por que passam. Esta aproximação, dada através de exemplos é bem conseguida.
O documentário está, também, muito bom nos pormenores: Obama fala para a câmara, como se estivesse a falar directamente para o telespectador, a música que acompanha as histórias dá um sinal de esperança e mudança, que serão, evidentemente, encarnadas no candidato democrata. Algo que considero positivo é o afastamento total do adversário. Durante os quase 30 minutos não se refere uma única vez o nome de McCain, Palin, ou outro qualquer personagem da campanha republicana.
Além disso, de modo a conferir credibilidade às propostas democratas, existe uma aprovação por parte de Governadores.
A meu ver, apesar das quantidades exorbitantes que se gastaram neste documentário, ele esteve muito bem estruturado em todos os pontos: deu a conhecer as propostas para ultrapassar as dificuldades que os americanos enfrentam. Porém, penso que um erro da campanha de Obama é este constante elogio e exaltação à mudança e à esperança. Creio que as expectativas das pessoas, em relação a Obama estão muito elevadas e medidas de uma Administração Obama que não vão na direcção da resolução dos problemas da classe média poderão ser mal aceites. Quando se espera muito de alguém, a probabilidade de se sair decepcionado é maior, pelo que, caso Obama seja presidente, terá de cumprir o que prometeu.

sábado, 1 de novembro de 2008

Curtas: tia de Obama e comício de Palin

1) Uma tia paterna de Barack Obama, Zeituni Onyango, vive, há 4 anos, ilegalmente, nos EUA. Pediu asilo político mas, há 4 anos, foi-lhe negado por um juiz. Apesar disso, continuou a viver numa casa governamental.
Acontece que esta tia de Obama contribuiu para a campanha democrata com 265 dólares. Apenas cidadãos americanos podem contribuir. A campanha decidiu devolver o dinheiro, dizendo que o
“timing” da notícia foi suspeito (a 3 dias da eleição, quando Obama está à frente nas sondagens).

2)
A propósito da "campanha negativa" de McCain,
Biden afirmou que nunca pensou que McCain o fizesse.

3) McCain foi "retirado" do ticket, por alguns apoiantes de Palin. Como se pode ver na
imagem aqui, os apoiantes da “running mate” de McCain, usaram cartazes como “Florida is Palin Country”. O nome de McCain não constava dos cartazes.

Informação CNN

domingo, 26 de outubro de 2008

Biden explica os comentários que fez

Imagem CNN

Em campanha em DANVILLE, Virginia, no dia 24 de Outubro, Joe Biden explicou o que quis dizer quando, numa acção de angariação de fundos, declarou que Obama seria testado, nos primeiros 6 meses do ano, tal como John Kennedy fora, e que poderia parecer que algumas medidas tomadas por uma Administração Obama não seriam as correctas.
Recordo que Obama reagiu às declarações, referindo que se tratava apenas de um tom de retórica ("floreado"). Do lado oposto, McCain aproveitou bem o momento para dizer que a América precisa de um presidente que já tenha sido testado; por outras palavras que tenha experiência. Por uma necessidade de esclarecimento, Biden respondeu a McCain, dizendo que já existe um crise internacional e que as medidas propostas pela campanha de McCain no plano económico não são credíveis. Biden diz que "ele [Obama] está correcto [no plano económico], John [McCain] está errado".
Biden também argumentou que qualquer presidente, seja ele democrata ou republicano, será sempre testado no início do mandato.
Para concluir a maior preparação de Obama para ser presidente, quando comparado com McCain, Biden reforçou que mesmo em matérias internacionais, McCain está errado, no que diz respeito ao Iraque, Afeganistão e Coreia do Norte.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

McCain admite estar a fazer "robo-calls"


Há várias maneiras de fazer campanha, de maneira perceptível ou imperceptível. Todos podemos manifestar a nossa opinião sobre os anúncios ou as citações fora de contexto, mas quando estes ataques não são feitos às claras não se tem exactamente a certeza se existirão ou não.
As "robo-calls" são da pior técnica negativa que há. Correspondem a chamadas telefónicas feitas para casa de pessoas, normalmente de battleground states. O conteúdo destas chamadas costuma ser falso e extremamente manipulativo. O objectivo é mudar a percepção do eleitor sobre determinado candidato e convencê-lo a votar no adversário, muitas vezes de forma imperceptível, ou seja a pessoa que atende o telefone pode não saber que estão a ligar de uma campanha, uma vez que o interlocutor se pode apresentar como de uma empresa de sondagens, por exemplo. Faz uma série de questões. Algumas apelam ao nosso inconsciente, e podemos passar a demonstrar falta de confiança em determinado candidato. Assim, pode questionar-se, por exemplo: "Votaria em Obama se soubesse que ele manteve ligações terroristas?".
A verdade é que Sarah Palin afirmou que não aprecia muito a estratégia das "robo-calls". Não a condenou, mas deu a entender que o uso é, na sua opinião, incorrecto. Também deu a entender que a campanha republicana está a fazer essas chamadas.
Na entrevista à CBS, John McCain diz que as chamadas estão a ser feitas e não são mentira (McCain diz que Obama teve contacto com terroristas, aos 5:30 minutos, mais ou menos), apesar de Obama também as fazer. Percebe-se aqui que McCain faz este tipo de chamadas.
Entretanto Joe Biden já criticou a campanha republicana que acusou de estar a semear a separação dos americanos.
A meu ver, estas estratégias eleitorais são completamante de lamentar; ultrapassam todos os limites e demonstram uma falta de carácter tal que seria impensável ter no governo de uma nação alguém que fosse capaz de fazer tudo por tudo para ganhar eleições.
Estas estratégias, como diz Biden, são também perigosas. A verdade é que há pessoas, em ambos os lados, que são fundamentalistas. Por isso cenas de racismo podem acontecer, assim como tentativas de barragem de passagem.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

«It may not be immediately “apparent” that an Obama administration’s actions were the right ones» Biden

Imagem BBC

Como já havia feito referência neste blog, Obama reuniu em Setembro, 150 milhões de dólares.
As sondagens apontam-no como claro vencedor das presidenciais a poucas semanas da eleição. Apesar destes factos, a campanha democrata continua empenhada em reunir fundos. De facto, um assessor de campanha havia dito que não queriam chegar ao dia 5 de Novembro, com a sensação que poderiam ter feito mais, para a ganharem (caso não a ganhem, claro). Por estes motivos, não é de estranhar que as acções de angariação de fundos continuem.

O Senador Joe Bide, "running mate" de Obama, numa dessas acções disse, não sabendo que a imprensa estava presente, que durante os primeiros meses do seu mandato, algumas políticas poderão parecer que não são correctas e que servirão para testar o novo presidente.
McCain aproveitou a deixa para atacar o ticket, repetindo a sua argumentação, em termos de política externa: más decisões de uma eventual Administração Obama, no que diz respeito ao Iraque; conduta errada, ao sentar-se à mesa de negociações com o Irão, sem pré-condições...
A resposta da campanha de Obama foi que no início do século XXI, o Mundo debate-se com problemas que tem de resolver e será "desfiante" para o próximo Presidente resolvê-las. Com tal, conclui a campanha, não se quererá mais do mesmo, mas uma mudança.
Não sei o que Biden terá dito (talvez fosse a reiteração que os tempos difíceis virão), mas parece-me que o discurso não mudou muito: McCain ataca Obama, na política externa; Obama diz que a mudança está a chegar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Reacções democratas ao debate

Hillary Clinton e Joe Biden reagiram ao debate presidencial. Consideram que Obama venceu o debate e contestam alguns argumentos de McCain.
Clinton fala, ainda, de Sarah Palin.

Imagem : Reportagem da CBSnews

Segundo Hillary Clinton, os indecisos começam a ficar decididos, após todos os debates se terem realizado. A senadora de Nova Iorque está convencida que os americanos "não querem mais 4 anos iguais aos últimos 8.".
Clinton diz estar convencida que os americanos já se aperceberam que é Obama que melhor pode liderar o país, devido, em parte, ao seu plano económico, pois as pessoas sabem que é a economia que está em causa nestas eleições. Clinton disse estar feliz com o facto de muitos apoiantes seus estarem com Obama, apesar de alguns terem apoiado McCain (mas referiu que quem apoia McCain é um número muito reduzido).
Questionada sobre quais as receitas que os candidatos poderiam utilizar (quando chegassem à Presidência), de modo a cobrir o défice e, ainda assim, cumprirem o seu programa, Hillary respondeu que Obama tem capacidade de liderança e responsabilidade fiscal, atributos necessários para ultrapassar esta crise.
Fazendo uma analogia com Palin, a ex-candidata disse compreender que muitas pessoas a apoiem, mas referiu que a Governadora do Alasca não oferece uma necessária mudança a Washington. Segundo Hillary Clinton, não se deve votar em McCain só pelo facto de a sua "running mate" ser uma mulher.
Joe Biden disse que McCain teve uma boa frase ao dizer que se Obama queria ter concorrido contra o Presidente Bush deveria tê-lo feito há 4 anos atrás, mas relembrou que o actual candidato republicano votou 90% das vezes a favor de Bush.
Referiu, ainda, que é legítimo aumentar os impostos para as empresas que mais lucram.
Biden fez, ainda, uma alusão ao plano Paulson, que espera que surta o efeito desejado.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Contra-Informação na campanha americana

Imagem: Campanhas republicana e democrata

Muitos americanos acompanham as eleições através da internet. Contudo, muitas vezes, há confusões que advêm dessa visita ao ciber-espaço. Acontece que é também na internet que correm rumores sobre os candidatos que não correspondem à verdade. A CNN fez um apanhado:

Obama:
não é muçulmano; não nasceu no Quénia, mas no Havai.
Biden: não abandonará o ticket, em favor de Hillary Clinton.
McCain: não disse ao programa da CBS "60 minutes" que tinha intencionalmente bombardeado mulheres e crianças vietnamitas.
Palin: não mandou retirar livros da Biblioteca de Wasilla, cidade daqual foi "mayor"; não pertence ao "Alaska Independence Party", que luta pela independência do Estado norte-americano.

Por isso, os eleitores menos atentos e esclarecidos podem ser induzidos em erro.

sábado, 4 de outubro de 2008

Rescaldo do Debate: Até que ponto se disse apenas a verdade?

Após o debate realizado na passada 5.ª feira, tentou-se perceber até que ponto o que foi dito pelos candidatos à Vice-presidência dos EUA foi verdade. Nesta reportagem da CBSnews, destacam-se 5 pontos que não obedeceram à verdade, talvez por desconhecimento dos intervenientes.
No que diz respeito a Sarah Palin, houve uma acusação em como Obama tentou subir os impostos, para a classe média, se as suas receitas anuais rondassem os 42 000$. Na verdade, Obama nunca o tentou fazer.
Além disso, de acordo com o programa de impostos de Obama,em que as famílias com mais recursos contribuiriam mais para o Estado, a Governadora acusou o ticket Obama-Biden de subir os impostos a milhões de pequenas companhias. Ora, a verdade é que afectarão milhares (cerca de 480 000 mil pequenos estabelecimentos), mas este valor não chega a metade de um milhão. Neste caso, foi utilizada uma hipérbole, para exagerar o efeito de uma medida que o ticket democrata pretende tomar.
Finalmente, a construção do gasoduto que Palin disse já estar a ocorrer, no Alasca, na verdade, ainda está no papel.
Relativamente ao Senador democrata, na sua resposta a Palin, disse que também McCain havia votado para que os impostos da classe média subissem. Com efeito, McCain fez o contrário.
Além disso, Biden referiu que Obama nunca havia dito que se sentaria à mesa com o Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, sem pré-condições. De facto, Obama disse-o, numa entrevista à CNN.
Muitas destas faltas, acredito não terem sido cometidas propositadamente, mas, muitas vezes, por esquecimento do que já se disse anteriormente.


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sondagem CBS: Biden vence o Debate


Clicando nas imagens, ver-se-ão as peças da CBSnews.

Ocorreu ontem o que muitos pensam que terá sido o debate para a Vice-presidência dos EUA mais assistido de sempre, devido à polémica em torno de Sarah Palin.
Os assuntos tratados tiveram que ver com a energia, a saúde e a política externa, sem esquecer, evidentemente, a economia. O debate pode ser visto aqui.
Neste debate, verificou-se que os candidatos se enfrentaram, mas não de forma agressiva, como se havia verificado no debate presidencial. Joe Navarro, da CBS, diz-nos que, tendo em conta a pressão que estava em cima de Palin ela se aguentou bem. Quanto a Biden, estava confiante e mostrou-se atento aos detalhes.
A percepção geral dos eleitores indecisos foi que Biden venceu o debate (46%). Já 21% afirmaram que fora Palin que levara a melhor. Apesar disso, a opinião dos indecisos sobre ambos os candidatos aumentou consideravelmente, de tal modo que 18% dos indecisos admitia votar em Obama e 10% em McCain.
Relativamente à percepção sobre o conhecimento dos dossiers, a opinião dos indecisos favoreceu ambos os candidatos. De acordo com 98% dos indecisos Biden conhece bem os dossiers (antes do debate a percentagm era 79%). Sarah Palin terá convencido 66% dos indecisos, mais 23%, do que antes do debate.
É importante fazer referência à preparação dos candidatos para exercerem o cargo de Vice-presidente. 97% dos indecisos consideram que Biden está preparado. Para Palin a percentagem é um pouco inferior: 55%.

Entretanto, a campanha de Obama já lançou um anúncio televisivo, onde critica o plano de saúde de McCain.


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Debate VP Sarah Palin - Joe Biden

Hoje à noite será o 1.º debate para a Vice-presidência. Espera-se que seja um debate com muita audiência. Na verdade, 65% dos eleitores americanos admitem vir a assistir ao debate. A principal preocupação destes americanos é saber até que ponto os candidatos estarão prontos para assumirem as funções de Vice-presidente. Segundo uma sondagem da CBSnews, 38% dos inquiridos respondem que Palin está preparada e 70% repondem que Biden está preparado.
Quanto aos analistas, há quem diga que Palin passou por um mau momento nas entrevistas, mas estará à altura no debate, até porque, ao que consta foi uma boa debater no Alasca. Contudo, as questões que preocupavam o Alasca, não são exactamente as mesmas que preocupam toda a América. Espera-se para se ver os contributos de Palin, no que concerne à crise económica. Deve dizer-se que Palin esteve a ser preparada no Arizona, com os líderes da campanha de McCain.
Já Joe Biden esteve a preparar-se debatendo com algumas senadoras, como Hillary Clinton. Tem-se, até, especulado que o debate será mais difícil para Biden, uma vez que as espectativas para Palin estão demasiado baixas, pelo que uma prestação razoável poderá ser bastante considerada. Também Biden terá de ter em atenção as gaffes e um eventual aproveitamento político da campanha de McCain, caso haja algo que sugira discriminação sexual. Se não houver, a campanha de McCain andará à procura, provavelmente.
A campanha democrata diz que neste debate também é crucial perceber quem estará preparado para ser Presidente (uma clara alusão à mais que falada incapacidade de Palin para assumir tal cargo) e qual dos 2 tickets será melhor para a classe média (focus da campanha democrata que, mal acabou o debate presidencial lançou um anúncio televisivo, onde referia que McCain não tinha falado um único minuto sobre a classe média).
A propósito de anúncios televisivos ("ad's"), a campanha de McCain lançou um novo, onde diz que espera que Biden cometa gaffes. Trata-se, evidentemente, de uma antecipação, para o caso de o debate correr mal a Palin.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sarah Palin - preparação para o debate



A imagem de cima é uma hiperligação para a entrevista dos pais de Sarah Palin.
Clicando na imagem de baixo, ver-se-á uma pequena análise do comportamento de McCain, face aos media (no que diz respeito a Palin), bem como a preparação da candidata para o debate.

A popularidade de Palin está a diminuir. Há já alguns republicanos que pedem que a Governadora do Alasca seja retirada do ticket. Tem havido críticas de pessoas mais ou menos influentes e críticas de programas humorísticos, como o “Saturday Night Live”. No entanto, McCain diz que as pessoas estão entusiasmadas, em redor de Palin, porque ela sabe comunicar com as pessoas em geral. Esta noite, ter-se-á a oportunidade de ver um entrevista da CBS, com Palin. Será a sua 4.ª entrevista aos media. O facto de a n.º2 ter concedido poucas entrevitas tem sido muito criticado, pois, segundo alguns analistas, as entrevistas são parte de preço a pagar-se, pela inclusão num “ticket”.
Há, também, quem defenda que não se está a preparar Palin convenientemente, ao evitar o contacto com os media. É como que, de repente se atirasse Palin aos leões, no debate, após ter evitado todo o contacto anterior. Ao mesmo tempo, especula-se que o facto de o conteúdo das entrevistas não ser tão bom estará relacionado com os estrategas da campanha de McCain, que terão dado alguns conselhos a Palin, sobre pontos que depois não são tocados na entrevista, pelo que se tem de “circular” na resposta para poder incluir essa informação. Assim, defende-se que, por um lado, existe excesso de preparação (com os estrategas) e, por outro lado, falta dela, pelas poucas entrevistas concedidas. A agravar o problema, verifica-se que existe uma pressão da campanha e nacional.
Por este motivo, houve necessidade de dar a conhecer a verdadeira Sarah Palin ao Mundo, pelos seus pais e, assim, tentar aumentar novamente a popularidade da Governadora.
Segundo os pais de Palin, ela está preparada para ser o que quiser ser, devido à sua perseverança e capacidade de trabalhar muito, empenhando-se naquilo que faz.
Os pais de Palin dizem ainda que a sua filha vai surpreender, pela positiva, os críticos, no debate para a Vice-presidência dos EUA. Isto acontecerá, de acordo com os pais de Palin, porque ela é honesta, não exagera a realidade, diz sempre a verdade e é empenha e perseverante.
Alguns estrategas dizem que Palin possui experiência executiva o que é muito importante.

Quanto à posição de Biden, alguns analistas referem que este terá de ter muito cuidado no debate, não podendo ser muito dominador, para não haver críticas de discriminação por Palin ser mulher.

domingo, 28 de setembro de 2008

Reacções partidárias após o debate

Os 2 candidatos à Vice-presidência dos EUA comentaram a prestação do n.º 1 do ticket, neste debate.
Joe Biden disse que Obama salvaria a Economia, através de políticas, como a redução de impostos, para a classe média, de forma a incentivar o investimento e, assim, possibilitar a criação de emprego. Falou, igualmente, no plano de saúde e atacou McCain ao dizer que o défice de 400 mil milhões de dólares deve-se, em parte, a McCain que votou 90% das vezes a favor de Bush. Deve dizer-se que, de facto, em média McCain votou 90% das vezes a favor de Bush. O valor rondou entre os 77%, em 2005 e os 95%, em 2007. Joe Biden, em média votou 52% das vezes com Bush.
Sarah Palin afirmou que McCain se saiu muito bem; fez um bom trabalho. A propósito do seu debate com Biden afirmou estar ansiosa por ele, referindo que está preparada para defrontar o democrata. Alguns analistas dizem que, durante os últimos tempos, Palin tem vindo a perder a confiança em si própria. Recordam a Convenção do GOP, onde ela fui muito aplaudida e dizem que as gaffes que tem cometido têm andado a tornar Palin um pouco nervosa e com falta de confiança.
O debate dos 2 candidatos à Vice-presidente será na 5.ª feira.
Entretanto, as 2 campanhas já lançaram anúncios televisivos, após o debate. A de McCain aposta uma vez mais no slogan: "Is Obama ready to lead? No!". O anúncio fez um apanhado das vezes em que Obama disse que concordava com McCain. Há outro anúncio (que pode ser visto mais abaixo), onde McCain tenta evidenciar diferenças entre Biden e Obama.
A campanha democrata dirigiu-se à classe média, ao evidenciar que McCain nunca disse as palavras "middle class".
Anúncio de McCain:

Anúncio de Obama:

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Bill Clinton elogia Palin e diz que Hillary seria melhor que Biden


Bill Clinton afirmou que a campanha democrata não devia estar a atacar Sarah Palin. Ele referiu que percebe o motivo pelo qual as pessoas se sentem atraídas por Palin: ela é uma mulher com 5 filhos, sendo que uma delas está grávida e, mesmo assim, ela não se sente envergonhada, estando feliz com o casamento da filha. Clinton elogia também o facto de Palin ter tido o filho com Síndrome de Down.
No final, Clinton diz que a escolha de Palin foi uma boa escolha de McCain.
Finalmente, conclui dizendo que Obama deveria ter escolhido Hillary Clinton como VP, devido ao apoio que ela tem no país.
Será que estes elogios a Palin são para tentar evitar que apoiantes de Hillary Clinton apoiem Obama? Assim, McCain ganharia e Hillary Clinton poderia sonhar com a Casa Branca em 2012, com 64 anos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Reacção de Joe Biden à Situação Económica

Joe Biden, comentando a actual situação económica, disse que os americanos foram "traídos" pela Administração Bush, com a falta de regulamentação.
Quando questionado sobre medidas concretas que uma possível Administração Obama pretende tomar, o candidato referiu a diminuição dos impostos e o investimento em infra-estruturas, lutando contra o regime de gasto excessivo da anterior administração. Só na guerra no Iraque, gastaram-se milhões e milhões de dólares.
No final, deixando um "apelo" aos indecisos e respondendo à questão da jornalista, Biden responde que os americanos podem confiar em Obama, pois McCain seria igual a Bush: "Take a look of the last 8 years...". Uma vez mais, "We need CHANGE": é esse mesmo o lema da campanha.

O vídeo foi retirado do site da CBS.