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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Plano Obama aprovado na Câmara dos Representantes

Acabei de lêr no SAPOnotícias esta notícia que a seguir transcrevo.
Este fim-de-semana, com o apoio da CBSnews, escreverei sobre o assunto.
Washington, 13 Fev (Lusa) A Câmara de Representantes dos EUA aprovou hoje um plano de estímulo de 787.000 mil milhões de dólares, após várias semanas de luta partidária sobre como reactivar a economia do país.
A aprovação do plano na câmara baixa, com 246 votos a favor e 183 contra, supõe uma vitória legislativa para o presidente Barack Obama, que prevê promulgar o projecto de lei nos próximos dias.
Três semanas depois da sua investidura, "o Congresso está a actuar de forma rápida e audaz para que se cumpra a sua promessa de novos empregos, nova esperança, e um novo rumo para o povo norte-americano", disse a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.
O plano de estímulo, cuja votação está prevista para as próximas horas no Senado, prevê a criação de entre três e quatro milhões de empregos, 308.300 milhões de dólares em gastos fiscais, 267.000 milhões em ajudas sociais directas, e 212.000 milhões em cortes tributários para indivíduos e empresas, segundo o departamento do orçamento do Congresso.
A medida inclui ajudas para governos estaduais, a maioria dos contribuintes, estudantes, desempregados, e para quem compre casa pela primeira vez.
Trata-se de gigantesco plano de ajuda -1.071 páginas - idealizado para atacar a pior crises económica dos EUA desde a Grande Depressão, que causou a perda de 3,6 milhões de empregos desde 2007, e em que milhões de pessoas sofreram ou sofrem o risco de enfrentarem execuções hipotecárias.
Entre outros elementos, a medida amplia de 26 a 46 semanas o período de subsídios para desempregados, ainda que este se estenda a 59 nos Estados com altas taxas de desocupação.
Também prevê recortes tributários escalonados de entre 400 dólares para particulares até 800 dólares para famílias até 2010, segundo os seus salários

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Tomada de Posse de Obama


A partir de hoje, ao meio-dia, hora de Washington (17 horas em Portugal), Obama é Presidente dos EUA.
Pode-se seguir a emissão televisiva de tomada de posse, em directo, na RTP/RTP N, ou na SIC/SIC Notícias. Na internet pode seguir-se aqui, no site da CBS.

O Legado de George W. Bush

Bush foi o 43.º Presidente da ainda maior potência mundial.
Ainda será cedo para estudar o seu legado, no entanto, a SAPOnotícias deixa-nos um texto que merece a pena ser lido.

Imagem Oficial do 43.º Presidente dos EUA
No dia 20 de Janeiro, ao meio-dia, George W. Bush deixará definitivamente aos historiadores a tarefa de julgar os oito anos de uma presidência marcada por guerras, crises e catástrofes naturais.
A presidência de Bush começou com os atentados de 11 de Setembro de 2001, e termina com a pior crise económica desde a Grande Depressão dos anos 30.
Entre estes dois acontecimentos, Bush iniciou - sem concluir - duas guerras, uma no Iraque e outra no Afeganistão, consideradas as duas frentes da "guerra contra o terrorismo" declarada após o dia 11 de Setembro de 2001. E assumiu o fracasso do Estado federal perante uma das piores catástrofes naturais da história dos Estados Unidos, o furacão Katrina, que devastou a Louisiana em 2005.
Durante muito tempo, Bush gabou-se da sua política económica, referindo-se constantemente aos 50 meses consecutivos de criação de empregos e a quatro anos de crescimento ininterruptos.
Nos últimos meses, no entanto, o seu governo teve de lidar com uma crise que contaminou a economia mundial. Em 2008, os Estados Unidos perderam mais empregos do que nunca desde 1945.
"Estou orgulhoso de tudo o que fez essa administração. Sei que dei tudo de mim durante oito anos e que não vendi minha alma para ser popular. Então, quando voltar para casa e me olhar no espelho, ficarei orgulhoso do que vir", afirmou Bush.
O presidente dos Estados Unidos por mais seis dias reivindica a "libertação" de 50 milhões de pessoas no Afeganistão e no Iraque, a constituição de uma ampla frente internacional de combate ao terrorismo, a melhoria das relações com a Ásia, um esforço sem precedente contra as doenças na África, isenções fiscais, uma reforma do sistema escolar e outra do seguro-saúde para os idosos.
Contudo, na hora do balanço final, o maior êxito que a ele se atribui é o de ter conseguido proteger o país de novos atentados, apesar de Osama bin Laden continuar desaparecido.
Os atentados de 11 de Setembro "definiram" a sua presidência, afirma Bush, que desde aquele dia passou de altos índices de popularidade a níveis de impopularidades raramente vistos nos Estados Unidos.
O homem que fizera campanha prometendo ser "um unificador, e não um divisor" teve que lidar com uma enxurrada de críticas provocadas pelas práticas do seu governo.
Foi acusado de trair os valores americanos ao prender os suspeitos de terrorismo no campo de Guantanamo, autorizar os militares a maltratarem prisioneiros para obter informações, e colocar sob escuta os telefones de cidadãos americanos sem mandatos judiciais.
Os Estados Unidos não torturam, e estes métodos eram "necessários", afirmou Bush durante todo seu mandato.
"Acredito que serei lembrado como um homem que teve de enfrentar sérios problemas, e que encarou esses problemas de frente. Mostrei firmeza e tomei minhas decisões com base em princípios, e não em pesquisas de popularidade", justificou.
Estes grandes princípios, como a propagação da liberdade, serviram de argumento na hora de defender a guerra no Iraque, sobretudo quando o pretexto das armas de destruição em massa, supostamente possuídas por Saddam Hussein, se revelou sem fundamento.
A guerra no Iraque foi lançada segundo uma nova doutrina de "guerra preventiva". O escândalo de Abu Ghraib e a guerra civil que começou logo após a invasão do Iraque dilapidaram a popularidade acumulada depois dos atentados de 11 de setembro, quando Bush pousava com um microfone na mão nos escombros das Torres Gémeas.
"A decisão de derrubar Saddam Hussein era acertada, e será para sempre acertada", insistiu.
Entretanto, esta decisão provocou tensões com aliados históricos e provocou a degradação da imagem dos Estados Unidos no mundo muçulmano.
Também foi a principal responsável pela derrota dos seus amigos republicanos nas eleições legislativas de 2006.
Um presidente que conseguira em 2004 a rara façanha de manter a maioria do seu partido nas duas câmaras do Congresso teve então de dar ouvidos a todos os que pediam com veemência a cabeça do secretário da Defesa Donald Rumsfeld.
Depois de 2006, a ideologia neoconservadora que inspirara quatro anos antes, o discurso sobre o "eixo do mal", foi substituída aos poucos por um pragmatismo agora aplicado no Iraque com a Coreia do Norte e ao tema do aquecimento global.
Bush confessou arrependimentos e "erros", mas assumiu as decisões mais importantes que tomou durante o seu mandato.
Para alguns, como o senador democrata Harry Reid, Bush entrará para a história como "o pior presidente" dos Estados Unidos.
"Ainda estamos a analisar a presidência de George Washington", disse o homem que devora livros mas que foi rotulado como inculto, pouco eloquente e propenso a gafes. "Se o primeiro presidente dos Estados Unidos ainda está a ser analisado, o 43º não precisa se preocupar" com o julgamento da história, finalizou.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal de Obama: Análise

Imagem retirada da mensagem

O Presidente Eleito dos EUA começa por referir o significado desta temporada: a família reunida, num momento de paz e harmonia. Contudo, não é assim com todas as famílias. De facto, há algumas, que são recordadas pelo Presidente Eleito, que não têm o gosto de ver sentados à sua mesa todos os familiares. Obama refere-se particularmente aos militares no Iraque e no Afeganistão, que não são apenas soldados, mas maridos, esposas, filhos e filhas.
A seguir, Obama vira o seu discurso para uma outra vertente, mais próxima da maioria dos americanos: a Economia. O Presidente Eleito relembra que estes são tempos difíceis, com muitos americanos sem emprego e, consequentemente, com dificuldade em pagar as contas ou os créditos. No entender do antigo Senador do Illinois, existe uma insegurança face ao futuro. Esta insegurança afecta todos: desde os estudantes que estão a acabar de se formar, até aos idosos. Daí que seja necessário mudar (“change” foi o lema da campanha democrata), com a Administração Obama, que trará à América uma nova direcção, prometendo um futuro mais próspero para os americanos.
Para finalizar a mensagem, são relembrados os episódios da história da independência dos EUA. A paz e a esperança surgem como apelo do próximo Presidente, que deseja um excelente ano aos americanos.
A meu ver, a mensagem de Natal de Obama reiterou que a Administração Obama pretende cortar com a anterior, incentivando a mudança. Recordo que "The change we need." ("A mudança que precisamos") foi o lema da campanha. Uma vez mais, a esperança é incentivada, para que os americanos possam superar este momento de crise.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal de Obama

UPDATE: Até 4.ª feira comentarei a mensagem do Presidente Eleito dos EUA.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Hillary Clinton: A próxima Secretária de Estado?

Especula-se que Obama já terá convidado Clinton para o cargo de Secretária de Estado.
Recordo que Clinton criticou Obama durante as primárias, especialmente nas questões relacionadas com a política externa. Aliás, ambos os candidatos apresentavam algumas visões diferentes relativamente ao Iraque, por exemplo. A Senadora de Nova Iorque havia apoiado a invasão do Iraque, enquanto que o Presidente Eleito nunca a defendeu. Além disso, Obama sugeria uma retirada o mais rapidamente possível.
De acordo com esta notícia, os motivos para a escolha de Clinton terão estado relacionados com o controlo que Obama poderá exercer sobre a ex-primeira-dama, que poderia tornar-se uma voz crítica da Administração Obama. Haverá, também, certamente, um agradecimento, pelo facto de os Clinton terem feito acções de campanha por Obama.
Pensa-se que Obama deverá fazer o anúncio após o "Thanksgiving Day", que, este ano, será no dia 27 de Novembro.
Para Clinton esta será uma oportunidade de recuperar a confiança na diplomacia americana. Será, a confirmar-se, a 3.ª mulher a ocupar o cargo, após Madeleine Allbright, na Administração Clinton e a ainda Secretária de Estado, Condoleezza Rice, na Administração Bush.


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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"60 minutes" entrevista Obama (2)

Foi a primeira entrevista de Obama, desde que foi eleito Presidente dos EUA.
À CBS, Obama falou de assuntos tão importantes, como a economia, a indústria automóvel, ou o plano Paulson. Houve tempo para descontracção e para falar nas emoções da vitória e nas mudanças que ocorrerão na Casa Branca.


A prioridade de Obama neste momento é a segurança nacional e a economia. A segunda por motivos óbvios. Quanto à primeira, pode haver algumas reticências na interpretação desta questão. De acordo com o Presidente Eleito, em momentos de transição os EUA podem sofrer ataques terroristas, uma vez que se encontram num momento mais frágil. O Presidente encontra-se em funções por apenas mais 2 meses e o eleito ainda não iniciou funções. Trata-se, por isso, de uma altura um pouco desprotegida.
Relativamente à economia, Obama pretende criar emprego e resolver a questão energética.
Analisando o contexto em que o país se encontra, o próximo Presidente afirma que é importante não só olhar para a situação actual dos EUA, mas também para o que poderia ser (mais bancos podiam ter falido, o desemprego podia ser maior). Neste contexto desfavorável, Obama refere que Paulson tem tido um trabalho incansável. Aliás, ao referir que a situação não é tão má, como poderia ser, Obama referiu que em 1932, durante a Grande Depressão, o desemprego no país rondou os 25%. Actualmente não se verifica nada desse género, no entanto tal não significa que não se actue. É fundamental actuar, mas Obama avisa que não passará nenhum cheque em branco às empresas.
Questionado sobre a gravidade da questão energética, numa altura em que os preços da matéria-prima estão a diminuir, o antigo senador do Illinois diz que o problema é dos ciclos viciosos: o petróleo aumenta de preço e, quando isso acontece, chega-se à conclusão que é preciso agir; posteriormente, pode descer e já ninguém se interessa até que se chegará a um dia em que os preços do petróleo serão insuportáveis. É importante resolver essa questão, de modo a haver progresso.
Obama pretende investir na energia, em infra-estruturas, no sistema de saúde, na educação, etc. Num outro post havia já referido a necessidade de Obama definir prioridades. Podemo-nos questionar acerca do dinheiro para resolver todos estes problemas (sabe-se que Obama reduzirá os impostos a 95% da população, pelo que o dinheiro disponível será menor, em teoria).
A resposta de Obama, penso eu, nunca seria dada em Portugal: o défice não interessará, nem durante este ano, nem durante o próximo; apenas o relançamento da economia importa. Segundo Obama existe um consenso em torno deste ponto. É importante recuperar a economia.
Sobre os mercados financeiros, Obama afirmou que é fundamental haver transparência, bem como haver uma recuperação da confiança. É, portanto, fundamental, aprender algo com esta crise.
Passando para um assunto polémico, Guantanamo, o Presidente Eleito reiterou a sua promessa de encerrar a prisão, sublinhando que o país não pratica a tortura.
Quanto ao Iraque, as tropas regressarão o mais cedo possível.
Um outro assunto importante, embora tivesse estado mais em voga durante as últimas presidenciais, prende-se com a captura de Bin Laden. Defende Obama que, ao matar (objectivo que pretende atingir) o terrorista, destruirá um símbolo e a “cabeça” de uma organização terrorista. Sobre este ponto refiro que hoje a Al-Qaeda avisou os EUA, em particular o seu próximo presidente, referindo-se a ele, como “escravo”.
Para concluir esta primeira parte da entrevista, no que concerne aos assuntos que alterarão as vidas dos americanos e do Mundo, Obama falou do seu Gabinete. O nome de Clinton veio à conversa, mas Obama não se abriu; apenas disse que no seu gabinete haverá republicanos.
Para finalizar, Obama referiu que espera poder aumentar a confiança nos americanos, mas dá um aviso: não esperem que por mudar a Administração os problemas vão miraculosamente desaparecer. Gostei deste aviso e admito que é bastante importante. Ultimamente considera-se Obama como o salvador dos EUA.
Houve, também uma referência ao mercado livre e ao facto de o Governo dialogar com os americanos, de forma a explicar o que irá fazer e, caso não resulte, mudar de estratégia. Segundo Obama, porém, os americanos não desejam discursos, mas acção.
A 2.ª parte da entrevista teve que ver com as novas experiências que serão vividas na Casa Branca, bem como com a graciosidade e simpatia com que foram recebidos pelos Bush.

Opinião pessoal:

Creio que Obama fez um aviso importante: não é nenhum Messias.
A maioria das suas ideias foi reiterada: é necessário agir na Economia e no sistema de saúde.
Discordei apenas da política externa, relativamente a Bin Laden. Não me parece que ao matar o terrorista a Al-Qaeda acabe. Poderá, talvez, gerar um sentimento de vingança. Defendo, apesar disso, que a tentativa para a sua captura deve continuar, mas não tenho a ilusão que o terrorismo ou essa organização terrorista irá acabar. O problema não tem apenas que ver, do meu ponto de vista, com Bin Laden, mas com uma mentalidade de ódio que é propagandeada. É também aí que se tem de agir.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Prioridades de Obama

Obama terá de lidar com importantes desafios na Casa Branca. Como se sabe, o défice americano é imenso, tendo aumentado durante a Administração Bush.
O Presidente Eleito diz que as suas prioridades são a aposta nas energias renováveis, o sistema de saúde (há quem fale em Hillary Clinton para se encarregar desta área, como Secretária da Saúde), Educação e a diminuição de impostos para a classe média.
Alguns economistas dizem que não é possível fazer tudo ao mesmo tempo e, ainda durante a campanha, havia quem considerasse que o plano das energias renováveis era demasiado ambicioso. Por isso, economistas aconselham Obama a definir as suas prioridades, de acordo com o que sabe que irá correr bem, ou seja, como não pode actuar imediatamente em todos os domínios, por falta de recursos financeiros e não só, deve concentrar-se em determinadas áreas, conseguindo alcançar os objectivos a que se propõe. Caso contrário, nas eleições intermédias de 2010 poderá ser responsabilizado.

Apenas mais uma nota: fala-se de Bill Gates (Microsoft) ou de Vint Cerf (Google) para chefiar o gabinete de tecnologia de Obama. Pessoalmente, penso que não deveriam ser escolhidas estas personalidades, apesar dos conhecimentos que, devido às empresas com as quais estão relacionados, têm de possuir. Às vezes, o dinheiro e o poder funcionam demasiado bem juntos.