Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Economia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de abril de 2011

"Estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima"

No dia em que os juros da dívida pública quase chegaram aos 10% nos títulos a cinco anos, já nos apercebemos que a questão da vinda do FMI não é "se", mas "quando" chega. Aqui está o comentário do Doutor Luís Campos e Cunha, o 1.º Ministro das Finanças do 1.º Governo de Sócrates, que se demitiu por discordar com os projectos de Grandes Obras Públicas, que o Executivo tinha intenção de levar avante.


Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, diz que "esta crise governamental foi desejada e planeada pelo Governo".

O professor universitário escreve hoje no Público que "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou-se".

Diz Campos e Cunha que "como o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC-4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC-2 e PEC-3). Apresentou essas medidas, num primeiro momento, como inegociáveis. O PSD, orgulhoso da sua posição disse um "não" também inegociável. No dia seguinte, o Governo, dando o dito por não dito, afirmou-se disposto a negociar. Mas o PSD caiu que nem um patinho e o Governo caiu como o próprio queria e planeou".

A partir de agora, continua Campos e Cunha, para Sócrates as culpas são do PSD: "A queda brutal dos ratings, a subidas das taxas de juro, o descalabro das contas públicas serão tudo culpa do PSD (...) que vai passar o tempo a justificar-se, ou seja, perdeu a discussão. Pode não ter perdido as eleições, a ver vamos, mas pode perder a maioria absoluta".

Para o antigo ministro de Sócrates, "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue. Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco. Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%. Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".

"A situação económico-financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro. É a constituição e a democracia que está em causa", alerta o mesmo responsável.

Campos e Cunha deixa um alerta aos portugueses: "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável. Lembrem-se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco", conclui.

Retirado do Diário Económico

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

As mudanças que se exigem num Estado orçamentalmente indisciplinado

Imagem retirada deste vídeo

Em 2002, Durão Barroso tornou-se Primeiro-Ministro de Portugal. Uma das promessas eleitorais, talvez a mais importante, foi quebrada: ao invés de se proceder a uma diminuição da carga fiscal, optou-se por aumentar a receita, vinda de impostos, para os cofres do Estado. Três anos mais tarde, volta a ser quebrada uma promessa da mesma índole. Sócrates referira em campanha que na crise que o país vivera (palavra que, invariavelmente, há muito entrara no vocabulário dos portugueses e teimava e teima em não sair) não seria possível diminuir impostos (como propunha Santana Lopes), mas comprometia-se a não os aumentar. É interessante, neste ponto, analisar a perspectiva de Aníbal Almeida ao considerar o Estado como um “animal político”. Os diversos partidos, particularmente os 2 grandes partidos (tomemos como exemplo o caso português: PSD e PS) lutam constantemente para chegar ao poder. Esta luta não é tão flagrante, como na 1.ª República, em que os deputados incluíam diariamente na sua indumentária uma arma, antes de se dirigirem para a frente de batalha que era o Parlamento. Todavia, é uma luta em que, pior do que as falácias ad hominem que teimam em marcar presença, se verificam constantes movimentações de bastidores, que têm como implicações a discussão de tudo, desde a vida privada, até à suposição do “diz que disse”, ao invés da entrega (diria genuína, contudo entendo que, ainda que o cenário que pinto fosse distinto, a entrega dificilmente seria genuína) ao serviço público. Não, o que impera é a conquista do poder, pelo poder. Mente-se em campanha eleitoral, engana-se durante a governação, maquilham-se os números, de modo a engrandecer um arbusto que à menor brisa sucumbirá. A responsabilidade é, em parte, dos eleitores que se permitem enganar, que se permitem imobilizar… Não me vou deter mais neste assunto, de modo a não tornar o texto monótono e extenso. Digo apenas que tenho pena que se tenha perdido uma oportunidade em 2009 de fazer uma política diferente, uma política que em que o eventual pacto governantes-governados fosse baseado na verdade (quem me conhece sabe a admiração que eu tenho por Manuela Ferreira Leite). Ao fim e ao cabo, a mentira compensa: mente-se, acede-se ao poder, ignoram-se as promessas e governa-se, ao sabor da maré e de outro tipo de interesses.
No início de 2011, concretamente no dia 2 de Janeiro, a RTP exibiu um documentário bastante esclarecedor (documentário que, infelizmente, não acompanhei de início e que a RTP não terá disponibilizado no seu sítio): “2010: o ano em que chegou a fatura”. É de uma pessoa ficar assustada, mas ciente da situação que vivemos.
Hoje, fruto dos défices orçamentais, que denunciam o endividamento continuado de Portugal, há quem repense o chamado “Estado Social” e há quem (voltamos nós ao “animal político”) diga que outros dirigentes têm planos maquiavélicos, qual bruxa má, de acabar com o dito. A meu ver, temos de ser mais exigentes. Jean Baptist Say dizia que os impostos eram um triplo mal, porque custavam à Sociedade o seu valor, o valor da sua cobrança e o valor que a Sociedade deixava de poder criar (por via do investimento, por exemplo). É uma tese liberal que não subscrevo. A colheita de impostos pode ser importante para desenvolver um país, pelo crescimento económico e pela protecção do ambiente e para fomentar uma justa repartição dos rendimentos (basta observar que são os países com uma classe média sólida que se encontram mais desenvolvidos). Porém, há que ter em conta que há certos limites para a alimentação da máquina do Estado que está doente e em obesidade crescente. Quando se verifica que para uma família média (2 adultos e 2 crianças) manter em 2011 o nível de vida que teve em 2010 vai ter de gastar mais 900 euros por ano (somando gastos de energia, gás, água, electricidade, combustível, alimentação, vestuário, calçado, etc.) e, como se não bastasse, vê o seu rendimento disponível descer, devido ao aumento dos impostos (medidas supostamente transitórias que se agravam e duram já desde 2003) e à diminuição das prestações sociais e do salário, percebemos que a austeridade acabará por resultar, tendencialmente, em instabilidade ao nível social, ao aumento do fosso entre ricos e pobres e numa recessão (particularmente devido a este último ponto os nossos credores estão deveras preocupados). Como se não bastasse, o endividamento acelera como nunca, pois as taxas de juro de hoje já não são as dos anos 90 e uma vitória por não se ter ultrapassado a barreira psicológica dos 7% no leilão desta semana parece que de pouco valerá. De facto, hoje não falamos em equilíbrio intergeracional. Dizemos que o Estado vive acima do que pode e faz com que os portugueses quase viver não possam. Trabalhamos mais de meio ano para o Estado. Em 2009, atingimos um ratio dívida pública/PIB superior a 75% (cf. MORENO, Carlos, “Como o Estado gasta o nosso dinheiro”, 1.ª Edição, Alfragide, Caderno, 2010, p.40). Perante este cenário, não vale a pena festejarmos. Ainda temos violinistas, mas o Titanic está a fundar-se. Por enquanto, emprestam-nos dinheiro, mas temos de pagar quase 7% de juros. É porque temos uma realidade orçamental triste que há quem advogue mudanças nas prestações sociais que, de resto, já têm vindo a ser implementadas, no Serviço Nacional de Saúde, etc. Há quem entenda que as prestações sociais são “subsídios à preguiça”. Parece-me que qualquer generalização, além de inadequada é injusta e populista. Como é evidente, para os desempregados que vão pedir os “carimbos” para continuarem a receber o subsídio, a questão poder-se-á colocar, no entanto, para pessoas que ao longo da última década foram perdendo os seus postos de trabalho em fábricas que encerravam umas atrás das outras e que, ainda assim, buscavam um trabalho (e não meramente um emprego), não será aceitável sequer sussurrar essa posição. A questão também não se poderá colocar apenas de acordo com o volume de dinheiro aforrado no banco (como também se exige actualmente), pois se se contabilizar apenas essa quantia, haverá outros factores que merecem análise e que ficam excluídos. Vejamos: se 2 indivíduos, hipoteticamente, tiverem o mesmo rendimento durante 10 anos e um aforrar bastante, investindo em depósitos a prazo e o outro gastar compulsivamente, verificaremos que, de acordo com as regras o primeiro, porque tem mais de 100 mil euros aforrados (devido à sua parcimónia), não beneficiará de um apoio, enquanto que o segundo continuará a receber o seu.
Ao mesmo tempo, surgem questões (que por agora não desenvolverei) que se prendem com a meritocracia, ou a falta dela, existente e difundida pelo Estado.
Perante o exposto, surge uma dúvida, como pode o Estado diminuir o seu peso (sendo certo que é premente que o faça, dado que nem os cidadãos podem viver sufocados com uma carga fiscal insustentável, nem pode o Estado emitir dívida pública ad eternum), sem colocar em causa a justa repartição dos rendimentos e o crescimento económico?
Sou um leigo, na matéria, confesso as minhas insuficiências, no entanto, entendo que a máquina só pode funcionar melhor e mais eficientemente se se proceder a uma reforma. Antes de mais, uma reforma estrutural na Administração Pública, com uma avaliação ponderosa dos serviços a extinguir, de entre Institutos Públicos, Fundações Públicas, Empresas Municipais, etc.
No entanto, algo que é absolutamente necessário é, como sugere Carlos Moreno, a reavaliação das parcerias público-privadas (PPP). É imoral dizer, por exemplo, que as SCUTS devem ser pagas por quem nelas circula. Como sustenta Carlos Moreno, as SCUTS são pagas 3 vezes por quem nelas circula e 2 pelos restantes cidadãos: são pagas pelos impostos, através dos combustíveis (há uma percentagem que é consignada para o plano rodoviário nacional) e, por fim, pelas portagens. Repare-se, no entanto, que toda esta receita não chega para pagar as PPP do sector rodoviário. Este Estado “Social” está paulatinamente a deixar de o ser para alguns, em detrimento de outros, detentores dos grandes grupos económicos. São vários os casos conhecidos em que o serviço público dá origem a um serviço próprio, com recursos públicos (o contrato do cais de Alcantara, mais recentemente que felizmente não se concretizou). É precisamente esta demagogia que me constrange: deve haver mudanças na estrutura do Estado e no modo como este lança obras, remetendo o pagamento para o futuro (isto não é equilíbrio intergeracional; é o pai levar fiado e dizer que o filho paga a conta), ao invés de se atacar com maior acutilância o que verdadeiramente é de todos, como a Saúde, ou a Educação. Repare-se: entendo que deve haver mudanças nestes sectores, tal como no das prestações sociais (como, de resto, já referi), todavia penso que as mudanças têm de ser pensadas a longo prazo, de acordo com critérios de justiça social e não de acordo com critérios puramente económicos, de redução do défice orçamental, à custa de austeridade para uns e pagamento de “compensações” a outros que encontram uma mina de ouro, ao negociarem com o Estado, em regime de PPP.
Em suma, o Estado tem de emagrecer (o Titanic tem barcos salva-vidas para todos que não devem navegar com metade da sua capacidade), os cidadãos têm de ser mais conscientes, para domar o “animal político”, para que a próxima década que agora se inicia não seja “perdida” (como alguns especialistas apelidaram a década 2000-2010) e se procedam a mudanças estruturais e pensadas. Afinal, é por isso que elegemos os decisores políticos!
Por fim, quanto à dívida, é fundamental reduzi-la, por disciplina orçamental (para que não tenhamos de gastar mais de 5 mil milhões de euros por ano só de juros) e para nos tornarmos verdadeiramente “soberanos” (a dívida retira-nos a soberania e não é soberana, como entende o Primeiro-Ministro), podendo tomar decisões, sem preocupações de ferir susceptibilidades de interesses económicos.
Actualização 12/03/2011: Já está disponível no sítio da RTP a reportagem "2010: o ano em que chegou a fatura".

sábado, 28 de março de 2009

Hora do Planeta - Apague as luzes!



De que se trata?

É algo tão simples como desligar o interruptor. O que começou como um movimento quase espontâneo que pretendia incentivar os habitantes de Sidney a apagar as suas luzes e despertarem para os problemas ambientais, cresceu e tornou-se numa das maiores iniciativas mundiais de luta contra as alterações climáticas.Em 2009, às 20H30 de 28 de Março, pessoas em todo o mundo são desafiadas a apagarem as suas luzes por uma hora – a Hora do Planeta.Pretende-se este ano que mil milhões de pessoas, em mais de 1000 cidades, se unam em torno deste movimento e com este gesto simbólico mostrem que é possível tomar medidas contra o aquecimento global. A Hora do Planeta começou em 2007, na cidade australiana de Sidney. Nessa altura 2,2 milhões de habitações e empresas desligaram as suas luzes por uma hora. Apenas um ano mais tarde é que este evento se transformou no movimento global para a sustentabilidade que é hoje, com a participação de cerca de 100 milhões de pessoas e abrangendo 35 países. Desde então, marcos emblemáticos mundiais, tais como a ponte Golden Gate, em São Francisco (EUA), o Coliseu de Roma, em Itália, e o painel publicitário da Coca-Cola em Times Square (Nova Iorque, EUA), ficaram às escuras, como símbolos de esperança por uma causa que se torna mais urgente a cada hora que passa. A Hora do Planeta 2009 é um apelo global de acção a todos os cidadãos, todas as empresas e todos os Governos. Um apelo para marcar presença, assumir responsabilidade e envolver-se num esforço conjunto para um futuro sustentável. Edifícios e marcos simbólicos, desde a Europa até às Américas, vão permanecer às escuras no dia 28 de Março. Em várias cidades do mundo, incluindo Lisboa, as pessoas vão apagar as luzes e unir-se para criar uma acção vital que se pretende que desencadeie a discussão sobre o futuro do nosso precioso planeta. Mais de 70 países vão participar na Hora do Planeta 2009. Este número cresce diariamente à medida que as pessoas começam a entender este movimento como um acto tão simples que pode gerar tão profundamente a mudança. A Hora do Planeta é uma mensagem de esperança e uma mensagem de acção. Cada um de nós pode fazer a diferença! Às 20:30 do dia 28 de Março de 2009 apague as luzes e veja a diferença que pode fazer no combate ao aquecimento global.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Plano Obama aprovado na Câmara dos Representantes

Acabei de lêr no SAPOnotícias esta notícia que a seguir transcrevo.
Este fim-de-semana, com o apoio da CBSnews, escreverei sobre o assunto.
Washington, 13 Fev (Lusa) A Câmara de Representantes dos EUA aprovou hoje um plano de estímulo de 787.000 mil milhões de dólares, após várias semanas de luta partidária sobre como reactivar a economia do país.
A aprovação do plano na câmara baixa, com 246 votos a favor e 183 contra, supõe uma vitória legislativa para o presidente Barack Obama, que prevê promulgar o projecto de lei nos próximos dias.
Três semanas depois da sua investidura, "o Congresso está a actuar de forma rápida e audaz para que se cumpra a sua promessa de novos empregos, nova esperança, e um novo rumo para o povo norte-americano", disse a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi.
O plano de estímulo, cuja votação está prevista para as próximas horas no Senado, prevê a criação de entre três e quatro milhões de empregos, 308.300 milhões de dólares em gastos fiscais, 267.000 milhões em ajudas sociais directas, e 212.000 milhões em cortes tributários para indivíduos e empresas, segundo o departamento do orçamento do Congresso.
A medida inclui ajudas para governos estaduais, a maioria dos contribuintes, estudantes, desempregados, e para quem compre casa pela primeira vez.
Trata-se de gigantesco plano de ajuda -1.071 páginas - idealizado para atacar a pior crises económica dos EUA desde a Grande Depressão, que causou a perda de 3,6 milhões de empregos desde 2007, e em que milhões de pessoas sofreram ou sofrem o risco de enfrentarem execuções hipotecárias.
Entre outros elementos, a medida amplia de 26 a 46 semanas o período de subsídios para desempregados, ainda que este se estenda a 59 nos Estados com altas taxas de desocupação.
Também prevê recortes tributários escalonados de entre 400 dólares para particulares até 800 dólares para famílias até 2010, segundo os seus salários

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal de Obama: Análise

Imagem retirada da mensagem

O Presidente Eleito dos EUA começa por referir o significado desta temporada: a família reunida, num momento de paz e harmonia. Contudo, não é assim com todas as famílias. De facto, há algumas, que são recordadas pelo Presidente Eleito, que não têm o gosto de ver sentados à sua mesa todos os familiares. Obama refere-se particularmente aos militares no Iraque e no Afeganistão, que não são apenas soldados, mas maridos, esposas, filhos e filhas.
A seguir, Obama vira o seu discurso para uma outra vertente, mais próxima da maioria dos americanos: a Economia. O Presidente Eleito relembra que estes são tempos difíceis, com muitos americanos sem emprego e, consequentemente, com dificuldade em pagar as contas ou os créditos. No entender do antigo Senador do Illinois, existe uma insegurança face ao futuro. Esta insegurança afecta todos: desde os estudantes que estão a acabar de se formar, até aos idosos. Daí que seja necessário mudar (“change” foi o lema da campanha democrata), com a Administração Obama, que trará à América uma nova direcção, prometendo um futuro mais próspero para os americanos.
Para finalizar a mensagem, são relembrados os episódios da história da independência dos EUA. A paz e a esperança surgem como apelo do próximo Presidente, que deseja um excelente ano aos americanos.
A meu ver, a mensagem de Natal de Obama reiterou que a Administração Obama pretende cortar com a anterior, incentivando a mudança. Recordo que "The change we need." ("A mudança que precisamos") foi o lema da campanha. Uma vez mais, a esperança é incentivada, para que os americanos possam superar este momento de crise.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Mensagem de Natal de Obama

UPDATE: Até 4.ª feira comentarei a mensagem do Presidente Eleito dos EUA.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Prioridades de Obama

Obama terá de lidar com importantes desafios na Casa Branca. Como se sabe, o défice americano é imenso, tendo aumentado durante a Administração Bush.
O Presidente Eleito diz que as suas prioridades são a aposta nas energias renováveis, o sistema de saúde (há quem fale em Hillary Clinton para se encarregar desta área, como Secretária da Saúde), Educação e a diminuição de impostos para a classe média.
Alguns economistas dizem que não é possível fazer tudo ao mesmo tempo e, ainda durante a campanha, havia quem considerasse que o plano das energias renováveis era demasiado ambicioso. Por isso, economistas aconselham Obama a definir as suas prioridades, de acordo com o que sabe que irá correr bem, ou seja, como não pode actuar imediatamente em todos os domínios, por falta de recursos financeiros e não só, deve concentrar-se em determinadas áreas, conseguindo alcançar os objectivos a que se propõe. Caso contrário, nas eleições intermédias de 2010 poderá ser responsabilizado.

Apenas mais uma nota: fala-se de Bill Gates (Microsoft) ou de Vint Cerf (Google) para chefiar o gabinete de tecnologia de Obama. Pessoalmente, penso que não deveriam ser escolhidas estas personalidades, apesar dos conhecimentos que, devido às empresas com as quais estão relacionados, têm de possuir. Às vezes, o dinheiro e o poder funcionam demasiado bem juntos.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sarah Palin: “Barack the Wealth Spender”


Sarah Palin esteve a fazer campanha em GRAND JUNCTION, Colorado.
Sabe-se que um dos objectivos de McCain é sar a entender que uma Administração Obama irá aumentar os impostos, por isso essa é uma das linhas de ataque da capmanha republicana. Houve uma invocação a "Joe, o canalizador", que sonhava demasiado alto, para Obama.
Palin chegou mesmo a dizer que Obama "revistou" o passado de Joe, de modo a poder atacá-lo.
De modo a poder fazer uma aproximação com os americanos, a "running mate" de John McCain afirmou que "Phil, o pedreiro", ou "Rose, a professora", ou "Tito, o construtor" não perceberiam o plano de impostos proposto por Obama.
Parece-me um pouco desonesta esta bajulação das massas. Posso compreender que um imigrante colombiano (Tito, o construtor) sonhe e cumpra o "american dream" e, quiçá, consiga chegar aos ditos 250 000 dólares por ano, para pagar mais impostos. Parece-me quase impossível, mas quem sabe? Agora, a professora Rose, por exemplo? Como ganharia tanto dinheiro por ano?
"Joe, o canalizador" fez uma pergunta traiçoeira a Obama, pois, como disse mais tarde, não pretende adquirir nenhum negócio e tem, inclusive, impostos em atraso. Parece-me que se está aincutir um medo nas pessoas de aumento de impostos. Tenho a certeza que se o aumento proposto pela equipa de Obama visasse 20% da população, por exemplo, a Economia americana talvez não estivesse tão mal. A proposta é justa: os mais ricos, 5% da população verão a sua contribuição para o Estado aumentar; a classe média, afogada em dívidas, em parte porque consumiu desalmadamente, terá uma "folga".

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Exageros e mentiras no debate (Fact Check)

Foi na 4.ª feira o último debate presidencial. Até que ponto se disse apenas a verdade ou se exagerou a realidade? Em 2 peças jornalísticas a CBSnews responde à questão.

"Joe, the pumbler" foi a estrela da noite. O canalizador de Ohio, que tinha questionado o plano de impostos de Obama ouviu o seu nome mais de 20 vezes, neste debate. Os candidatos dirigiram-se para a câmara e "falaram" directamente com Joe, que representava o povo americano, ou os donos de pequenos negócios. O próprio admitiu, mais tarde, não estar à espera que o seu nome fosse tão invocado no último debate presidencial, em Nova Iorque.
Importa recordar que Joe, o canalizador, havia questionado Obama acerca do seu plano de impostos: ele, Joe, estava a pensar adquirir um negócio de canalização e esperava obter lucros de 280 000 $. Pagaria mais impostos? McCain, no debate, aproveitou a deixa para generalizar, referindo que milhões de pequenos proprietários de negócios, veriam os seus impostos aumentarem. Na verdade, são cerca de 335 000 (apenas aqueles que facturam mais de 250 000 $ por ano; há aqui um erro de Obama na definição de "pequenos negócios").
McCain referiu, ainda, que Obama se preparava para fazer com que as pessoas contribuissem mais para o sistema de saúde.
Do lado oposto, Obama exagerou a realidade (creio que a hipérbole foi intencional e o valor precisado por Obama não tinha intenção de ser rigoroso), ao referir que 100% dos anúncios de McCain eram negativos. Na realidade são 73%, mas o ponto está que, em termos percentuais, são mais os anúncios negativos de McCain, do que os de Obama, apesar deste gastar mais dinheiro com publicidade negativa (mas, como gasta ainda mais na divulgação do seu projecto, em termos percentuais, McCain gasta mais que Obama na "campanha negativa").
NOTA: O debate é o vídeo mais visto desta semana, no youtube. Pode ser visto aqui.




Watch CBS Videos Online

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Entrevista de Hillary Clinton à CBS: apoio a Obama

Imagem: CBSnews

Numa pequena entrevista, de apoio a Barack Obama, que Hillary Clinton cedeu à CBSnews, a senadora de Nova Iorque falou da campanha democrata, referindo os motivos pelos quais o ticket democrata é melhor para a América que o republicano.

De acordo com as mais recentes sondagens, Obama vencerá as eleições, contudo há ainda muita campanha para fazer, propagandeando ideias e, muitas vezes, atacando o adversário, caluniando-o.
Há algumas semanas, devido a insuficientes fundos, a campanha de McCain decidiu deixar de apostar no Michigan (recordo que Obama tem à sua disposição muito mais fundos que o seu adversário e, por isso, McCain tem de escolher quais os estados em que prefere fazer um ataque mais feroz), todavia ainda continua em força na Pensilvânia. Na verdade, a parceira do ticket de McCain, Sarah Palin, esteve na Pensilvânia. Quem também tem apostado nesse estado é Obama.
Hillary Clinton esteve com o seu marido, o ex-presidente Clinton, e com Joe Biden a fazer campanha pelo ticket do seu partido.
Relativamente à campanha de McCain, Hillary apreciou o facto de McCain ter pedido aos seus apoiantes para o “tom” baixar (sabe-se, é claro, que quem primeiro incentivou este “tom alto” foi a campanha republicana que, ou muito me engano, ou continuará com a mesmíssima táctica). Porém, a ex-candidata afirmou que o principal problema desta campanha é a economia, assunto que McCain não percebe convenientemente, de acordo com a Senadora. Assim, Clinton conclui: a melhor opção é o ticket Obama –Biden.
Em jeito de comprovação da supremacia democrata no que à economia diz respeito a Senadora de Nova Iorque referiu 3 pontos no seu discurso.
Em primeiro lugar, os democratas são defensores do “mercado livre”. Por isso, consideram que não é necessário tomar demasiados riscos, nem arriscar perder dinheiro. Ora, isto só pode acontecer através da regularização do mercado, algo com o qual a maioria dos republicanos discorda (nas votações para a aprovação do “Plano Paulson” foram os republicanos quem mais votou contra). No entanto, de acordo com a visão democrata, apenas a regulação permitirá o correcto e justo funcionamento do mercado e, assim, atingir-se-á a prosperidade (2.º ponto). Clinton, uma vez mais, apela à memória da governação do seu marido, dizendo que os democratas já venceram uma crise, conseguindo, inclusive, tomar conta das contas públicas e, por isso, conseguirão fazê-lo novamente. Clinton relembra que o défice americano, quando o ex-presidente tomou posse rondava os 300 mil milhões de dólares, sendo, actualmente, a fatia superior em 100 mil milhões.
Em terceiro lugar, a apoiante de Obama apela à classe média. É para ela que o discurso de Obama se vira. Refere que esta classe está a passar grandes dificuldades, até porque, segundo crê a Senadora, a América vive uma crise económica, logo não está a haver criação de emprego.
Peremptória, Hillary Clinton sucinta todo o discurso: O ticket republicano é mais do mesmo; não oferece a verdadeira mudança, nem uma alternativa credível.
A entrevista pode ser vista aqui.

domingo, 12 de outubro de 2008

Bolsas 6.ª feira: Ponto de Situação

Ao fim-de-semana as Bolsas não abrem. No entanto, já amanhã poderemos verificar se os investidores começaram a ganhar confiança no sector, com a abertura das Bolsas de todo o mundo.
Na passada 6.ª feira, 10 de Outubro, o Dow Jones baixou 678,91 pontos, ficando abaixo daquilo que muitos designam de "barreira psicológica" dos 9000 pontos. É a primeira vez que tal acontece em 5 anos. Com efeito, tem-se verificado uma enorme deesvalorização das acções, fruto da especulação bolsista exagerada e dos maus investimentos realizados ao longo dos anos. Entre 1 de Outubro e 9 do mesmo mês, o Dow Jones desvalorizou quase 21% e em 1 ano a desvalorização atingiu quase 40%. Parece que o esforço desenvolvido por vários países não está a surtir efeito, uma vez que se está a aproximar uma situação de pânico. Muitos especialistas referem que se trata de um problema de medo e de confiança, uma vez que os bancos não confiam que se emprestarem dinheiro a outros, as suas dívidas serão saldadas.
No caso do Japão, o medo que existe é que as exportações para os EUA baixem. Nos últimos tempos, a bolsa nipónica perdeu 1 terço do seu valor.


Watch CBS Videos Online

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Verificação da realidade das promessas eleitorais dos candidatos


Watch CBS Videos Online

Resposta de Obama ao "Plano McCain"

Neste vídeo da CBSnews, vemos o comentário de obama relativamente ao plano proposto por John McCain de o Estado comprar os empréstimos das famílias em dificuldades, com o pagamento dos empréstimos ao banco. Obama diz o óbvio: este plano beneficia as empresas financeiras de crédito que durante anos forneceram empréstimos de alto risco, a pessoas com incapacidade de pagamento dos mesmos.
McCain, muito demagogicamente (e infelizmente sabemos que a demagogia, por vezes, funciona nos sectores da sociedade menos esclarecidos, que podem coincidir com os que estão a passar por mais dificuldades), diz que Obama também deveria apoiar os americanos. Mas, faltava o ar de sua graça, a invocação de Ayers. McCain não aprende mesmo que isso só contribui para ficar visto de uma maneira ainda mais negativa.
De referir que o dito plano gastaria ao Estado cerca de 400 mil milhões de dólares, a 500 mil milhões, ao contrário dos 300 mil milhões que McCain referia.


Watch CBS Videos Online

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

"60 minutes" - Para perceber melhor a crise

Neste excerto do programa "60 minutes" são convidados economistas que nos explicam por que motivo existe hoje uma crise nos EUA que já se espalhou e ameaça fazer muitos mais estragos do que os que já fez. Fica claro que um dos motivos foi a "desregulação" de Wall Street.
Nota: antes de assistir à peça verá um anúncio publicitário.


Watch CBS Videos Online

Sondagem CNN: 60% dos americanos dizem que estamos numa "depressão"

No dia em que as bolsas europeias desceram a pique (o Psi20 desceu quase 10%, naquela que foi a maior descida de sempre), saiu uma sondagem da CNN que diz que cerca de 60% dos americanos pensam que a situação que vive a Economia actualmente é de “depressão”, isto é, semelhante à situação posterior a 1929, onde o número de desempregados disparou, passou-se fome, devido, em parte, a uma desvalorização da bolsa, naquela que ficou conhecida como “5.ª feira negra”. A Economia só recuperou com Roosevelt e a sua política de “New Deal”.
Nesta sondagem é clara a importância que a economia representa para os americanos. Neste contexto, pode não ser acertado McCain dizer que pretende mudar o assunto de campanha (é certo que a economia não é o seu forte e pode pensá-lo, mas não o deve dizer, pois dá a entender que este é um assunto “entediante” e, assim, está a tentar desviar as atenções do assunto que mais interessa aos americanos). Tenho a certeza que as pessoas já perceberam as fracas capacidades de McCain nesta área.
Entretanto, o Presidente do Banco Mundial afirmou que esta crise demonstra a ineficácia do G7. Por isso, além dos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido, também deveriam fazer parte do grupo dos mais poderosos o Brasil, a China, a Índia, o México, a Rússia e a África do Sul.

Reflexões sobre a "campanha negativa"

Clicando na imagem, segue para a reportagem da CBSnews.

Durante as últimas semanas a campanha foi dominada pela questão económica que, de acordo com as sondagens e os analistas, favoreceu Obama. Na verdade, assistiu-se a uma subida de Obama nas sondagens que, de um empate técnico antes das complicações económicas, passou para a liderar de forma indubitável. Neste contexto, a campanha de McCain tem de reagir, de forma a tentar captar os votos dos indecisos e convencer alguns eleitores não muito sólidos de Obama a mudarem de opinião.
No meu caso concreto, apesar de não ser um fervoroso apoiante de Obama, considero que é ele que está com melhores capacidades para gerir os EUA. De facto, se dúvidas houvesse no meu espírito dissipar-se-iam imediatamente, pois as campanhas eleitorais são frutíferas na análise de carácter que se faz de cada um dos candidatos. A verdade é que, apesar de todos os assessores, quem comanda a campanha é o n.º 1 do ticket. Assim, é grave quando o n.º 1 de uma lista que se propõe à Casa Branca diz que aprova o conteúdo de mensagens que se baseiam apenas no ataque pessoal. O que interessa nesta eleição seriam as ideias de cada candidato, o que é muito bonito de se dizer, todavia, quando se começa com a campanha negativa, o efeito pode (e deve) ser diferente do esperado, isto é, as pessoas podem perceber que existe um desespero, a um mês das eleições. Citando Obama, a campanha de McCain pretende virar a página da Economia da campanha, pois é algo que contribui para a sua queda e iniciar uma série de ataques pessoais que não são, de todo, verdade. Deve-se, por outro lado, referir que é do interesse de Obama manter a questão económica na agenda política, uma vez que é essa questão que o favorece.
A meu ver, McCain deveria discutir ideias concretas e concentrar-se na preparação para os debates e na preparação das entrevistas de Palin, mostrando-se como um ticket capaz de resolver os problemas dos americanos, ao invés de se mostrar mal-educado e mentiroso. Isto não é “fair-play”! E, seja numa campanha, seja no quer que for, na vida não se deve perder a honra, nem a dignidade. Uma vez perdidos esses bens, estamos mortos moralmente. É preferível perder uma eleição, saindo dessa eleição, como uma pessoa honrada, do que perder tudo: a eleição e a honra. O “vale tudo” é um atributo dispensável ao próximo presidente dos EUA.
Neste contexto, como se pode verificar
neste site, da CNN, as afirmações de Palin são falsas. No entanto, atentando na conclusão, verificamos que se refere apenas aos últimos 3 anos, desde que Obama é Senador do Illinois. Apesar de, pessoalmente, não acreditar que Obama partilhe dos mesmos ideais terroristas que se referem na reportagem, pode fazer-se uma investigação jornalística para comprovar ou não esse facto. Todavia, uma decisão dessas seria, provavelmente, o objectivo de McCain, pois, desse modo, os holofotes da incerteza estariam apontados na direcção democrata.
Entretanto, a campanha de Obama tem sido ajudada por celebridades que o apoiam e pedem aos eleitores o voto no candidato. Apesar disso, Obama está sob investigação, devido às grandes quantidades de dinheiro que a sua campanha gerou. Investiga-se se a lei eleitoral foi ou não cumprida. É obvio que a campanha republicana irá continuar com a mesma atitude relativamente à campanha presidencial ("campanha negativa"). O que McCain gostaria que acontecesse era que um escândalo rebentasse. Creio, contudo, que, no caso do financiamento da campanha, Obama não deverá ter incorrido em nenhum incumprimento. O facto de receber as quantidades de dinheiro que recebe, tem que ver com o interesse e a solidariedade das pessoas na sua causa: a verdadeira mudança. Caso seja eleito e esperemos que sim, que honre a confiança que as pessoas depositaram nele.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Plano Paulson aprovado pela Câmara dos Representantes

O "Plano Paulson", desenhado pelo Secretário de Estado do Tesouro, que lhe dá nome, foi hoje aprovado na Câmra dos Represententes, após o chumbo de 2.ª feira. No entanto, a maioria dos republicanos votou contra. Vejamos:
.......................Votos a Favor; Votos Contra
Democratas 172...................... 63
Republicanos 90 ......................107
De acordo com o semanário "Sol", «A nova versão da legislação permite ao Governo americano comprar activos 'tóxicos' a instituições financeiras afectadas por uma onda de clientes que não conseguem pagar as hipotecas. A proposta contém também 149 mil milhões de dólares em benefícios fiscais, um aumento da garantia federal sobre os depósitos bancários e alterações à legislação dos valores mobiliários. ».
A ver vamos quais as repercussões na Economia Mundial e na campanha eleitoral.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Plano Paulson não é aprovado pelo Congresso

O plano da Administração Bush, que incluia a injecção de 700 mil milhões de dólares, cerca de 480 mil milhões de euros, foi chumbado pelo Congresso.
Após um fim-de-semana de negociações com os candidatos à Presidência, o plano foi chumbado no Congresso. 205 votos a favor, contra 228. Foram os Republicanos que mais votaram contra.
Apesar da espectativa, esperava-se que o plano fosse aprovado, devido às negociações que pareciam ter satisfeito os 2 lados.
Os republicanos dizem não devia haver tanto dinheiro dos contribuintes envolvido.
O mercado reagiu mal. A Bolsa de Nova York desceu 603 pontos, cerca de 6,2%. Em São Paulo a Bolsa fechou mais cedo, após ter estado a perder mais de 10%. Entretanto, um terço dos americanos pensam que a América está numa depressão; é 3 vezes mais que há 10 meses atrás.
Quanto Portugal, Teixeira dos Santos, o Ministro das Finanças, afirmou que a situação era "preocupante (...) , mas os americanos têm a responsabilidade de resolver o problema.".

Este vídeo é da autoria da CBSnews.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

John McCain justifica a suspensão da campanha


John McCain suspendeu a campanha, embora vá participar hoje no Debate com Obama. Em entrevista à CBS o candidato disse que o motivo da suspensão está relacionado com o facto de “a crise financeira por que os EUA estão a passar é de grandes proporções e é preciso actuar”. O candidato defende, para fazer abrandar a crise, uma maior transparência.
Segundo McCain, esta crise afectará todas as pessoas e não apenas a Bolsa. Deve-se, por esse motivo, ouvir os americanos nesta questão. O candidato ataca o Senador do Illinois, por não ter aceite debates anteriores, propostos pelo republicano. O que é certo é que o Debate se vai realizar (e seria pior para McCain se não se realizasse). O assunto não será apenas a política internacional, mas também a Economia e a questão energética.
A propósito da questão económica, McCain sente ainda mais a necessidade de se distinguir de Bush, pois se a taxa global de não aprovação deste Presidente é 68%, quando a matéria é a Economia, apenas 16% dos americanos aprovam o que tem vindo ser feito nos últimos 8 anos. Por esse motivo, uma vez mais, McCain referiu que existem diferenças, no que diz respeito ao gasto excessivo e às alterações climáticas.
O candidato republicano diz que é necessária acção e colaboração e deve dizer-se a verdade às pessoas, mas não assustá-las (neste aspecto os 2 candidatos dizem a mesma coisa, o que não quer dizer que o façam na Casa Branca: deve-se sempre dizer a verdade, ou não responder a questões, para não ter de mentir; McCain diz mesmo que quando não se diz a verdade, paga-se o preço e dá o exemplo de Roosevelt, que “falou sempre a verdade, através da rádio”).
Segundo McCain, esta é a pior crise desde a II Guerra Mundial, apesar disso, o candidato repete que o fundamento da economia americana (o trabalhador americano) continua forte e dedicado. Uma tentativa de demonstrar que afinal não se teria enganado, quando proferiu a “célebre” frase…
Segundo McCain é importante aumentar a transparência.
Segundo os analistas esta suspensão da campanha é um “teatro”; não é genuína e pretende ser recompensada pelo voto popular, para dar a ideia que se pôs o país primeiro.

CBS: Sarah Palin


Sarah Palin concedeu uma entrevista à CBS. Durante a entrevista foram discutidos vários aspectos relacionados com a Economia (onde houve quase uma comparação com a “Grande Depressão”, de 1929) e com os Assuntos Estrangeiros. Palin falou sobre a sua visão dos terroristas e a necessidade da Diplomacia.

Na sua 3.ª entrevista televisiva, Palin não esteve tão à-vontade nalgumas questões. Por vezes circundava a questão e dizia um pouco aquilo que já sabemos: que pretende reformar Washington.
A Economia está a liderar a actualidade e não é pelos melhores motivos. Segundo Palin, apesar de as sondagens demonstrarem o oposto, os americanos estão de olhos postos em McCain, uma vez que é este candidato que fala de soluções. O interessante é verificar que McCain tem sido criticado precisamente por não apresentar soluções.
Para ultrapassar a crise, será necessário esforço e a colaboração do Congresso, além de fazer uma reforma em Wall Street.
A candidata à Vice-presidência tem a noção que o Mundo é influenciado por esta crise nos EUA e, por isso, diz que se deve agir, ao invés de “fazer política, como o costume”.
A propósito do plano para salvar as empresas que quase faliram, se não fosse a intervenção estatal, Sarah Palin disse que defendia a ajuda a essas companhias, uma vez isso permitiria às pessoas manterem os seus empregos.
Convém não esquecer que esta semana foi uma semana de relações internacionais, para a candidata. Também por esse motivo, o tema não poderia ficar esquecido. Palin considera que os EUA são a “força do Bem” no Mundo. Parece uma maneira um tanto ou quanto cinematográfica de definir a realidade humana: é quase ficção; há os que são “bons” e os que são “maus”.
Nesta entrevista também se falou de questões polémicas, motivadas por anteriores intervenções de Palin. O caso do passaporte foi um deles e a resposta foi quase uma lição de vida: Sarah Palin trabalhou durante toda a vida, tendo tido até 2 empregos, antes de ser “mayor” de Wasilla. Por isso, “viajava através dos livros e da Educação”.
A outra questão foi a proximidade da Rússia: como é que essa proximidade transmite mais experiência em política externa? O Alasca é um território que faz fronteira com o Canadá, por via terrestre e com a Rússia, por via marítima. Essa proximidade gera missões e parcerias, entre estes territórios, com alguns interesses comuns, afirmou Palin.
A propósito da conversa com o presidente Karzai, do Afeganistão, Palin referiu que os EUA não podem perder a guerra nem nesse território, nem no Iraque. E, em colaboração com o Paquistão, apesar da impopularidade dos EUA nesse país, deve haver uma luta contra os terroristas. Segundo Palin, esta guerra é contra o terrorismo e manifesta-se na defesa de valores, como a Democracia, liberdade, direitos das mulheres e tolerância e protecção das pessoas.
Quanto à possibilidade de conversações com o sírio Assad ou com o iraniano Ahmadinejad, Palin atacou Obama, dizendo que deve haver condições prévias de conversações. É esse um dos aspectos da Diplomacia.
Katie, a jornalista que fez esta entrevista a Sarah Palin disse que considerou que a candidata estava calma e confiante, apesar de haver alguns assuntos que ainda não dominava, por ter sido até então, Governadora.


A entrevista pode ser vista aqui e aqui.