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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Discurso de derrota de McCain: análise

Jonh McCain mostrou toda a sua classe no discurso de derrota. Admitiu que perdeu, desejou felicidades ao Presidente Obama e mostrou-se disponível para ajudar.
Após uma campanha em que o tema da discriminação racial não esteve em cima da mesa, McCain referiu, igualmente, que a América já ultrapassou a sua fase racista.


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Ontem, em Phoenix, Arizona, McCain discursou brilhantemente e mostrou os valores que possui. De facto, como havia reflectido antes, parecia-me que McCain estava a esquecer muitos valores que não se devem esquecer, todavia, durante a noite passada, num discurso que me pareceu sincero posso dizer que McCain este ao seu melhor nível. Começou por referir que a América tinha-se pronunciado claramente, ao eleger um presidente para o país que ambos amavam. O seguimento do discurso pode dividir-se em 3 parte, mais os agradecimentos.
Na primeira parte, McCain elogia Obama, referindo que o Senador de Illinois inspirou homens e mulheres na América e, por isso, McCain admira-o.
Numa segunda parte, o candidato republicano caracteriza estas eleições como sendo históricas. McCain reflecte sobre a mudança que se operou na América: pela 1.ª vez um afro-americano foi eleito americano. Os tempos mudaram e todas as pessoas são cidadãos.
No seguimento deste raciocínio, McCain diz que lamenta que a avó e a mãe de Obama não tenham sobrevivido para o verem e se sentirem orgulhosas dele.
Segue-se a 3.ª parte que tem que ver com os desafios que Obama terá de enfrentar na Casa Branca. McCain alerta para os tempos difíceis que aí vêm e mostra-se disponível para cooperar com a Administração Obama. Incita os seus apoiantes para fazerem o mesmo: é necessária a união dos americanos, para restaurar a prosperidade e a segurança dos EUA.
Finalmente, nos agradecimentos, McCain agradece o apoio, afirmando que a derrota é sua e não dos apoiantes (pessoalmente considero a derrota do GOP - "Great Old Party", embora, evidentemente, McCain não o devesse dizer em público). Finalmente agradece a Palin, e à sua família. O Senador do Arizona diz que Palin terá um futuro promissor, reformando e combatendo a corrupção.
Ao encerrar o seu discurso, John McCain diz que Obama e Biden terão a honra de guiar a América, país que McCain continua a amar e que não se irá render às vissicitudes. Segundo o candidato republicano, não há espaço para arrependimentos, nem indagações sobre "O que é que aconteceria se eu tivesse feito isto ou aquilo na campanha?".
Apreciei bastante o discurso de McCain. Vale a pena vê-lo. No início da reportagem da CBS, nos primeiros 10 segundos, não se ouve uito bem, mas depois o audio fica perfeito.

"O efeito Palin"

Sarah Palin foi uma escolha arriscada. McCain te-la-á escolhido como sua "running mate" por 2 motivos: para unir a base conservadora do seu partido que não o apoiava convictamente e para tentar que algumas mulheres votassem no ticket republicano. Parece-me exagerado dizer que McCain perdeu devido a esta escolha arriscada, mas, segundo uma sondagem da CBS, Palin terá contribuído para que algumas pessoas votassem em Obama.



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Parece-me exagerado dizer que McCain terá perdido devido a Palin, pois o assunto que mais dominava a agenda mediática, a partir de finais de Setembro, foi a crise de Wall Street. As pessoas começaram a ficar preocupadas e consideraram que deveriam votar em alguém que apresentasse, em seu entender, as melhores propostas a nível económico. No entanto, existiu um efeito negativo da escolha de Palin.
Após a escolha de McCain, Palin gerou um interesse súbito: ninguém conhecia a Governadora, com mais de 80% de popularidade, do pequeno estado de 8000 habitantes, do Alasca. Sarah Palin fez bons discursos, mas revelou-se incapaz de responder convenientemente às questões feitas por entrevistadores, nomeadamente por Katie Couric, da CBS. Quando a campanha republicana a deixou livre para responder a questões dos jornalistas, já era tarde!
Assim, a CBS conlui que 46% dos republicanos moderados admitem que Palin foi um factor a ter em conta no seu voto (21% dos republicanos moderados terão votado em Obama). Nos independentes, a percentagem de inquiridos que admitem ter votado em Obama, devido à escolhade Palin, foi 58. Neste contexto conclui-se que a Governadora do Alasca terá provocado algumas perdas para o seu ticket.

44.º Presidente dos EUA: Barack Obama


A CNN apresenta-nos estes resultados das eleições de 2008. Barack Obama será o 44.º Presidente dos EUA. Dos estados que ainda estão a processar os resultados, Carolina do Norte, Indiana e Missuri, Obama está a liderar nos 2 primeiros, sendo que McCain lidera no Missuri.
Como se pode ver na reportagem da CBS, este é um momento histórico na história do país. As pessoas estão muito entusiamadas. Obama, após vencer Hillary Clinton nas primarias e ter conseguido a nomeação democrata, derrotou McCain.



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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Fidel Castro elogia Obama


Fidel Castro, com 82 anos, anunciou, numa entrevista que espera que Obama vença as eleições. Declarou, também, que só agora fez estes elogios, para que eles não se tornassem num tema de campanha.
Fidel Castro afirmou que com McCain o mundo estaria em guerra. Além disso, caracterizou McCain como sendo um "velho" e "belicoso". De acordo com Fidel, Obama é mais inteligente e culto. As propostas de Obama, em relação a Cuba são mais vantajosas que as de McCain.

4 de Novembro de 2008

Creio que será uma data a fixar.
Obama votou em Chicago, Illinois.
Biden, em Dellaware, na Pennsylvania.
McCain, em Phoenix, no Arizona.
Palin em Wasilla, no Alasca.
Após a votação, Palin referiu, a propósito do caso Troopergate (Palin alegadamente teria ordenado o despedimento do seu ex-cunhado, que entrara em divórcio litigioso e pretendia a guarda dos filhos) que sempre fez o melhor pelo povo do Alasca e para manter a trabalhar as melhores pessoas para servir o Alasca (entretanto chegou-se à conclusão que Palin não terá agido de maneira errada).

Ficam as fotos da votação (Imagens The Huffington Post*):

*A foto de Sarah Palin foi retirada da CNN.

domingo, 2 de novembro de 2008

McCain no "Saturday Night Live"

Depois de Sarah Palin, foi a vez de McCain ir ao "Saturday Night Live". Aí, fez uma aparição com Tina Fey (atriz que satiriza a candidata a vice-presidente republicana). Ambos tentaram vender produtos relacionados com a campanha: facas McCain-Palin, ou champô, ou bonecos "Joe, the Pumbler", ou Joe Biden, ou mesmo joias (estas últimas vendidas por Cindy McCain).
No final, "Palin" (Tina Fey) aparece, dando a entender que McCain irá perder as eleições, por isso, a partir de 5 de Novembro estarão à venda t-shirts "PALIN 2012".
Existe mais um vídeo e o último são os bastidores.





sábado, 1 de novembro de 2008

Curtas: tia de Obama e comício de Palin

1) Uma tia paterna de Barack Obama, Zeituni Onyango, vive, há 4 anos, ilegalmente, nos EUA. Pediu asilo político mas, há 4 anos, foi-lhe negado por um juiz. Apesar disso, continuou a viver numa casa governamental.
Acontece que esta tia de Obama contribuiu para a campanha democrata com 265 dólares. Apenas cidadãos americanos podem contribuir. A campanha decidiu devolver o dinheiro, dizendo que o
“timing” da notícia foi suspeito (a 3 dias da eleição, quando Obama está à frente nas sondagens).

2)
A propósito da "campanha negativa" de McCain,
Biden afirmou que nunca pensou que McCain o fizesse.

3) McCain foi "retirado" do ticket, por alguns apoiantes de Palin. Como se pode ver na
imagem aqui, os apoiantes da “running mate” de McCain, usaram cartazes como “Florida is Palin Country”. O nome de McCain não constava dos cartazes.

Informação CNN

Retrospectiva da Campanha (3) - Ponto de Situação

Esta sondagem da CNN mostra que, à partida Obama terá cerca de 203 votos eleitorais "definitivos", mais 88, de estados que ainda não estão seguros. Assim, a previsão da CNN é uma vitória de Obama, se as eleições fossem até hoje, com cerca de 291 votos eleitorais.
Muito tempo passou desde o anúncio de candidatura de ambos os candidatos (republicano e democrata). Muito provavelmente, há 2 anos, ninguém esperava que Obama, com a sua intenção de mudar Washington conseguisse a nomeação democrata. De facto, todos apontavam para a experiente Hillary Clinton que, depois, se viu forçada a apoiar Obama e fazer campanha por ele. Na verdade, creio que as dívidas que contraiu devido à sua campanha são as grandes responsáveis por hoje Obama ter Bill e Hillary a fazerem campanha por ele.
Do lado republicano, a certa altura, também ninguém acreditava que McCain conseguiria a nomeação. A sua campanha estava a actuar à "maneira Bush", sem cuidado nenhum nos gastos que ia fazendo. Para manterem em funcionamento o "Straight Talk Express" (autocarro que ia em direcção às pessoas, para lhes dar a conhecer o programa eleitoral) gastavam 10 mil dólares por dia. O autocarro estava equipado com tudo e mais alguma coisa, incluindo plasmas. Resultado: a certa altura já quase não tinham dinheiro. McCain conseguiu recuperar e conseguir a nomeação. Esta foi mais uma prova, além do escândalo de Keating, que McCain conseguia sobreviver aos momentos mais adversos. Apesar disso, houve um erro de cálculo de McCain. O sendador do Arizona desejava ser Presidente dos EUA. Em 2000 perdera a nomeação para Bush e, desde então, apoiara a maioria das medidas do executivo. Via-se como o sucessor de Bush. Neste contexto, a estratégia democrata de comparar McCain a Bush é bem conseguida. O erro de McCain residiu, a meu ver, precisamente na premissa que Bush seria um Presidente amado ou que, de alguma forma, deixaria saudades. Assim, seria necessário haver alguém que fosse como Bush, para o substituir.
O que os americanos desejam, porém, não é mais do mesmo. Bush apresenta uma taxa de aprovação muito baixa. A maioria dos americanos não gostou deste últimos 8 anos e, desse modo, a necessidade de mudança veio com Obama. Será, no entanto, legítimo questionarmo-nos sobre o motivo pelo qual Kerry não foi eleito em 2004. Na verdade, o candidato democrata liderava as sondagens até haver o que muitos designam de "surpresa de Outubro". É quase como que algo que tem de acontecer sempre e que muda a intenção de voto dos eleitores. Disperções à parte, bin Laden divulgou um vídeo, em que dizia que a segurança dos americanos estaria nas suas mãos. Ora, a segurança nacional, que não era o ponto-chave da campanha, passou, subitamente, a ser. Bush vence.
Já não é possível uma "surpresa de Outubro". Se "tem de haver" surpresas em Outubro em todas as eleições presidenciais, essa "surpresa" foi a crise financeira. Foi a partir desse momento que Obama passou a liderar mais confortavelmente as sondagens.
Neste momento, a campanha democrata está a viver um sentimento de sucesso: Obama lidera, por larga margem nas sondagens e a perspectiva de o partido liderar no Congresso, por uma margem superior à das eleições intercalares de 2006 é bastante superior. Com todo o financiamento da campanha democrata, o senador do Illinois, dá-se ao luxo de investir em praticamente todos os estados, incluindo os tradicionalmente republicanos ou mesmo o estado dos seu adversário, o Arizona. McCain, por consequência, vê-se obrigado a defender as hostes republicanas ficando, por isso, com menos dinheiro para investir em publicidade nos estados que tanto podem ser azuis, como vermelhos.
Este facto não impede o Senador do Arizona, habituado a algumas vicissitudes (como sejam o facto de, perante a falta de financiamento da sua campanha nas primárias, ter tido de viajar em classe económica) de fazer campanha em estados que espera vencer: Ohio e Pennsylvania. Para se ter uma noção do quanto estes estados são importantes para os republicanos, repare-se que, nos últimos dias, McCain e Palin estiveram em campanha nestes 2 estados cerca de 24 vezes! O ticket democrata ficou-se pelas 7. McCain diz que os resultados se fazem sentir nas sondagens, com uma aproximação ao Senador de Illinois. Neste contexto de final de campanha é necessário repetir as ideias, frisá-las, uma vez mais, não vá o adversário confundir os eleitores. Com efeito, McCain diz que tanto Obama, como ele próprio discordam de Bush, mas Obama pretende aumentar os impostos e McCain reduzi-los. Obama responde que ninguém verá um aumento dos seus impostos, a não ser que tenha rendimentos, por ano, superiores a 250 mil dólares.
Além da reiteração da mensagem é necessário encontrar apoiantes convictos (conhecidos ou não). Ambos podem ajudar: os primeiros indo a comícios, pedindo pelo voto dos eleitores (acontece, no caso democrata, com Hillary Clinton, Bill Clinton ou Al Gore e, no caso republicano e mais recentemente com Schwarzenegger, em campanha com McCain no Ohio); os segundos, nas sedes de campanha de cada estado ligam para casa das pessoas e bendizem o candidato que apoiam, apontando farpas ao adversário. Ao mesmo tempo, o apoio dos jornais também se revela de extrema utilidade e, às vezes, quando o apoio é de pessoas ligadas ao campo adversário, o dia até é melhor passado (Colin Powell apoia Obama, mas para o caso de não chegar, para que as pessoas fiquem convencidas, há muitas celebridades que também o apoiam, desde algumas bem tidas em conta, como Oprah, até outras, cujo apoio é de desconfiar, caso de Lohan).
Assim, neste últimos dias, o que mais interessará será mesmo a questão económica, com Obama a liderar. Penso que é cedo para os democratas festejarem e será bom que não deitem os foguetes antes da festa, mas, a meu ver, esta eleição ficará na nossa memória, como o embate entre os homens que ninguém esperava que conseguissem a nomeção: o que renasce das cinzas e o que supera as espectativas. Vamos ver como ficará marcado o legado do vencedor na Casa Branca.

Recomendo a visualização da reportagem da CBSnews.


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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Uptades

O programa da RTP pode ser visionado aqui.
O "documentário" de Obama, passado em diversas televisões americanas pode ser visto a seguir. Na maioria dos canais, este programa obteve mais audiência, comparativamente com o programa da semana anterior.


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ponto de Situação: Sondagens

E, por falar em sondagens, fica aqui um ponto de situação feito pela CBS.


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McCain: "Ignorem as sondagens!"

John McCain está atrás nas sondagens nacionais há muito tempo e, por isso, cada vez McCain deve pensar que precisa de um milagre para entrar na Casa Branca a 21 de Janeiro. Há algum tempo atrás havia sido referido que era sugerido a Palin que não visualizasse as notícias, de modo a não ficar "deprimida". Creio, por isso, que a campanha de McCain está sem rumo.


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McCain precisa de vencer na Pennsylvania, de modo a concretizar o cada vez mais difícil objectivo que é vencer as eleições, daqui a menos de uma semana. Com efeito, o candidato tem passado aí muitos dias da sua campanha, durante as 2 últimas semanas. Já Obama esteve no Estado 2 dias, acompanhado de Bill Clinton.
Entretanto, no GOP ("Great Old Party" - Partido Republicano) já se começa a pensar no que se seguirá a seguir às eleições. Pode dizer-se que o partido se está a consciencializar que uma vitória é extremamente difícil. Também se começa a pensar num destino para Palin que, provavelmente, quererá candidatar-se em 2012, segundo alguns assessores de McCain. Se assim for, Palin não poderá parar durante estes próximos 4 anos.
O desespero de McCain também se faz sentir nos ataques negativos que faz a Obama. Muitos deles não correspondem à verdade, como a sugestão do socialismo.

Too many ad's!


Barack Obama irá hoje à noite gastar boa parte do dinheiro que tinha disponível, com documentários de 30 minutos nalguns dos maiores canais americanos: CBS, NBC, MSNBC, Fox, BET, TV One e Univision (este último é um canal hispânico). Estima-se que o custo desta mega-campanha de markting deverá rondar os 3,5 a 5 milhões de dólares.
A CNN e a ABC não aceitaram a oferta de, durante os 30 minutos passarem spots publicitários, em forma de documentários, elaborados pela campanha de Obama. Para a CNN, é melhor continuar com a programação definida, cumprindo o papel informador da campanha.
A campanha republicana critica o gasto excessivo da campanha democrata e atacou já com um anúncio de 30 segundos. Nesse anúncio a campanha republicana acusa o democrata de ter pouca experiência para resolver a questão económica e diz que Obama "faz discursos bons", mas na prática não concretiza. Além disso, houve igualmente um crítica pelo facto de um jogo de baseball, com transmissão em directo na FOX ter sido adiado 15 minutos, para que o anúncio de Obama pudesse passar na estação televisiva.
O milionário independente Ross Perot foi o único candidato que fez algo do género, em 1992, embora não tivesse sido num tempo tão próximo da eleição. Importa, também, referir que há 16 anos os media não estavam desenvolvidos o suficiente para haver canais por cabo.
Até este momento Obama já gastou 205 milhões de dólares em anúncio televisivos e McCain despendeu 119 milhões, consideravelmente menos.
Para hoje à noite a estratégia de Obama terá que ver com a "publicidade" gratuita de amanhã, nos espaços noticiosos, fazendo referência ao seu "documentário".
Esta será uma prova do que o dinheiro pode fazer numa campanha.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Finaciamento da Campanha

Nesta reportagem da CBSnews, percebemos quais são as proporções de financiamento da campanha de Obama. Na verdade, Obama é o político que mais dinheiro arrecadou desde sempre: cerca de 603 mil milhões de dólares, quase o dobro de McCain, que se fica pelos 358 mil milhões.
Segundo Obama, 90% das suas contribuições são de pequenos dadores. E, de facto, os candidatos apresentaram listas, contudo, dado que aparecem muitos "anónimos" na lista coloca-se a questão da transparência.
Quanto à questão das empresas, a Golden Sachs contribuiu com 740 mil dólares para a campanha democrata e 220 mil para a campanha republicana; citibank, Lehman Brothers e JP Morgan Chase são outras empresas que contribuiram mais para a campanha democrata, do que para a republicana. Nalguns casos, a contribuição destas empresas para Obama é cerca de 2 vezes aquela que foi para McCain.
Entretanto, os democratas sentem-se mais optimistas e investem em Estados que deram a eleição a Bush, há 4 anos e os republicanos sentem-se obrigados a defendê-los, o que pode demonstrar um certo desespero.

Reacções ao veredito de Stevens

O senador republicano do Alasca, Stevens, foi considerado culpado de corrupção, envolvendo empresas petrolíferas. Palin afirmou que era um dia triste para o povo do Alasca e lembrou que ela sempre tentou lutar contra estes lobbies. Na verdade, a Governadora, vetou propostas de 500 milhões e gastos excessivos.
Stevens diz-se inocente e diz que o vai provar.
McCain pediu que se demitisse.

domingo, 26 de outubro de 2008

Biden explica os comentários que fez

Imagem CNN

Em campanha em DANVILLE, Virginia, no dia 24 de Outubro, Joe Biden explicou o que quis dizer quando, numa acção de angariação de fundos, declarou que Obama seria testado, nos primeiros 6 meses do ano, tal como John Kennedy fora, e que poderia parecer que algumas medidas tomadas por uma Administração Obama não seriam as correctas.
Recordo que Obama reagiu às declarações, referindo que se tratava apenas de um tom de retórica ("floreado"). Do lado oposto, McCain aproveitou bem o momento para dizer que a América precisa de um presidente que já tenha sido testado; por outras palavras que tenha experiência. Por uma necessidade de esclarecimento, Biden respondeu a McCain, dizendo que já existe um crise internacional e que as medidas propostas pela campanha de McCain no plano económico não são credíveis. Biden diz que "ele [Obama] está correcto [no plano económico], John [McCain] está errado".
Biden também argumentou que qualquer presidente, seja ele democrata ou republicano, será sempre testado no início do mandato.
Para concluir a maior preparação de Obama para ser presidente, quando comparado com McCain, Biden reforçou que mesmo em matérias internacionais, McCain está errado, no que diz respeito ao Iraque, Afeganistão e Coreia do Norte.

sábado, 25 de outubro de 2008

Sondagem CNN: Influência da raça e da idade na eleição

Uma sondagem da CNN sugere que a idade dos candidatos terá um maior impacto na decisão dos eleitores, que a raça. Recordo que especialmente no 2.º debate presidencial, em formato "Town Hall", a percepção dos eleitores foi a de um candidato republicano cansado, a andar de um lado para o outro e a de um vigoroso democrata.
De acordo com a CNN, a raça não é, para 70% dos inquiridos, um assuntos importante. 5% consideram que é muito importante e 11% pensam que é dos factores mais importantes. Do lado oposto, 13% afirmam ser um factor menor. Apesar deste resultados, não se pode concluir que Obama sairá prejudicado, pois se há americanos que não votam no ticket democrata por Obama ser negro, há outros que votarão apenas pelo mesmo motivo. A percentagem dos que o farão ronda o mesmo valor em ambos os casos.
Quanto à idade, 3% dizem que é um factor muito importante no seu voto e 19% consideram ser um dos aspectos mais importantes. Contrariamente, 25% pensam que é um facto menor.
Deve-se, contudo, referir que é difícil, por vezes, avaliar se as pessoas estão a dizer a verdade ou não. Espera-se que um efeito Bradley não se repita. O voto consciente não é o que é baseado na raça.

Como se pode ver nesta peça da CBS, o "efeito Bradley" deve o seu nome a um candidato a "mayor" de Los Angeles, em 1982. Estava à frente nas sondagens, mas perdeu no dia da eleição. Pensa-se que foi por ser negro. As pessoas não admitiam que eram racistas, nas sondagens, mas no dia da eleição, não votaram no candidato.



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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sondagem CBS: Más notícias para McCain

Esta sondagem é importante, pois dá vantagem de 13 pontos a Obama, ao mesmo tempo que os apoiantes de McCain, maioritariamente, consideram que será difícil chegar à Casa Branca. Para piorar, 75% dos entrevistados consideram que Obama tem uma personalidade presidencial, contral 50% que pensam o mesmo de McCain. O candidato republicano só surge à frente de Obama quando a questão reside na preparação do candidato para o cargo. 64% consideram que McCain está preparado. Já 56% dizem o mesmo de Obama. Contudo, se analisarmos os dados de há um mês atrás verificamos que a percentagem de entrevistados que o diz é inferior (menos 7%) para McCain e superior para Obama (mais 8%). Isto demonstra o quanto a crise de Wall Street veio favorecer o candidato democrata.
Percebe-se, ainda, que 52% dos americanos identificam o candidato democrata com a classe média. Com McCain, 39% identicam-no com a classe alta.
Esta é uma situação difícil, pois mesmo com os Estados onde existe um "empate técnico" entre os candidatos, McCain não reuniria, no mínimo, os 270 delegados exigidos.



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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Reflexões sobre a "campanha negativa" (2)

McCain e Obama têm protagonizado uma campanha muito negativa. A minha percepção é que McCain é que está a fazer a campanha mais negativa, mesmo que Obama gaste mais dinheiro (porque tem mais) em anúncios negativos.
O que acontece é que McCain se centra quase em pontos que não interessam: Ayers, voto feminino, etc.
Entretanto, McCain tem citado Obama, descontextualizando as frases e, mais recentemente, a sua linha de ataque tem sido a perda de empregos que existiria, devido ao plano de impostos de Obama. De acordo com a CBS, o plano de Obama de melhoramento de infra-estruturas criará 2 milhões de empregos e o plano das energias alternativas (confesso que não percebo muito da questão económica, mas pelo que tenho lido parece um plano ambicioso) prevê uma criação de 5 milhões de empregos.
A resposta de Obama é que McCain quer "maquilhar" o seu plano, fazendo-o parecer mau e, desse modo atacá-lo. Em baixo temos um "Reality Check" da CBS.



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McCain admite estar a fazer "robo-calls"


Há várias maneiras de fazer campanha, de maneira perceptível ou imperceptível. Todos podemos manifestar a nossa opinião sobre os anúncios ou as citações fora de contexto, mas quando estes ataques não são feitos às claras não se tem exactamente a certeza se existirão ou não.
As "robo-calls" são da pior técnica negativa que há. Correspondem a chamadas telefónicas feitas para casa de pessoas, normalmente de battleground states. O conteúdo destas chamadas costuma ser falso e extremamente manipulativo. O objectivo é mudar a percepção do eleitor sobre determinado candidato e convencê-lo a votar no adversário, muitas vezes de forma imperceptível, ou seja a pessoa que atende o telefone pode não saber que estão a ligar de uma campanha, uma vez que o interlocutor se pode apresentar como de uma empresa de sondagens, por exemplo. Faz uma série de questões. Algumas apelam ao nosso inconsciente, e podemos passar a demonstrar falta de confiança em determinado candidato. Assim, pode questionar-se, por exemplo: "Votaria em Obama se soubesse que ele manteve ligações terroristas?".
A verdade é que Sarah Palin afirmou que não aprecia muito a estratégia das "robo-calls". Não a condenou, mas deu a entender que o uso é, na sua opinião, incorrecto. Também deu a entender que a campanha republicana está a fazer essas chamadas.
Na entrevista à CBS, John McCain diz que as chamadas estão a ser feitas e não são mentira (McCain diz que Obama teve contacto com terroristas, aos 5:30 minutos, mais ou menos), apesar de Obama também as fazer. Percebe-se aqui que McCain faz este tipo de chamadas.
Entretanto Joe Biden já criticou a campanha republicana que acusou de estar a semear a separação dos americanos.
A meu ver, estas estratégias eleitorais são completamante de lamentar; ultrapassam todos os limites e demonstram uma falta de carácter tal que seria impensável ter no governo de uma nação alguém que fosse capaz de fazer tudo por tudo para ganhar eleições.
Estas estratégias, como diz Biden, são também perigosas. A verdade é que há pessoas, em ambos os lados, que são fundamentalistas. Por isso cenas de racismo podem acontecer, assim como tentativas de barragem de passagem.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Entrevista de McCain à CBS

John McCain concedeu uma entrevista à CBS. Nela, o candidato republicano à Casa Branca fala da campanha negativa, da economia e da criação de emprego; reitera a sua confiança em Palin e diz que está bem de saúde, fazendo referência à sua condição genética: a sua mãe tem 96 anos. McCain critica a campanha adversária, principalmente no que diz respeito aos fundos que possui.


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John McCain diz estar seguro que irá ganhar as eleições, dentro de 2 semanas, no entanto considera que não é o fim do Mundo se tal não acontecer. Segundo McCain ainda há muitos indecisos (e é assim em todas as campanhas) que irão decidir as eleições.
McCain diz que Obama está a fazer a campanha mais suja da América (interessante dizer isto, não é?), uma vez que é o candidato que mais dinheiro gastou em publicidade negativa. O senador do Arizona aproveita a deixa para criticar Obama por não ter aceite o financiamento público. Diz McCain que Obama se tinha comprometido a fazê-lo, caso McCain também o fizesse. O reultado é, e aqui McCain apenas faz uma constatação, fundos quase ilimitados. Veja-se como mês, após mês Obama bate novos recordes em financiamento da sua campanha. Segundo McCain, "a vida é injusta", mas, apesar disso, é ele que irá reformar Washington, principalmente na questão do financiamento eleitoral. McCain diz que o financiamento público está à disposição dos candidatos, para evitar corrupção no financiamento. Existe aqui uma sugestão que Obama estará a aceitar financiamento ilegal. McCain diz que não há transparência na campanha de Obama e, como podemos ler aqui, na politica2008, um dador só a partir dos 200 dólares é que tem de preencher um formulário. O que poderia acontecer era um dador doar várias vezes 150 dólares, por exemplo.
A propósito de Sarah Palin, McCain diz que não concorda 100% com a Governadora, mas diz que as pessoas sentem a sua intensidade na campanha e, por isso, diz-se orgulhoso dela. O candidato tece elogios à sua “running mate” e diz que é a Governadora com mais popularidade dos EUA, demonstrando muita experiência executiva.
Questionado sobre Ayers, McCain muda o discurso e diz que o que interessa às pessoas é a Economia e a criação de emprego. Dá o (mau) exemplo de “Joe, the plumber”, para dizer que os americanos sairão prejudicados com o sistema de impostos de Obama. Neste contexto, o jornalista faz a brilhante questão: “Mas então Obama é socialista?”, recordando as críticas feitas pela campanha republicana.
Ainda na questão económica, McCain diz que se deve evitar o gasto excessivo, algo que, de acordo com o Senador do Arizona, irá aumentar com Obama.
O candidato republicano refere, ainda, que está bem de saúde e tem a mãe com 96 anos, por isso os americanos não têm de se preocupar com ele, mas antes com a Economia e com a Educação.
Questionado sobre uma eventual diferença na sua personalidade (
cf. retrospectiva da campanha 2), McCain responde que está mais sério; este não é um momento para brincadeiras, pois a classe média está a preocupar-se com a economia e com as casas.
McCain termina mencionado Biden e o teste que virá para Obama, caso ele seja eleito. McCain diz que ele já foi testado.