segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Sondagem CNN: 60% dos americanos dizem que estamos numa "depressão"

No dia em que as bolsas europeias desceram a pique (o Psi20 desceu quase 10%, naquela que foi a maior descida de sempre), saiu uma sondagem da CNN que diz que cerca de 60% dos americanos pensam que a situação que vive a Economia actualmente é de “depressão”, isto é, semelhante à situação posterior a 1929, onde o número de desempregados disparou, passou-se fome, devido, em parte, a uma desvalorização da bolsa, naquela que ficou conhecida como “5.ª feira negra”. A Economia só recuperou com Roosevelt e a sua política de “New Deal”.
Nesta sondagem é clara a importância que a economia representa para os americanos. Neste contexto, pode não ser acertado McCain dizer que pretende mudar o assunto de campanha (é certo que a economia não é o seu forte e pode pensá-lo, mas não o deve dizer, pois dá a entender que este é um assunto “entediante” e, assim, está a tentar desviar as atenções do assunto que mais interessa aos americanos). Tenho a certeza que as pessoas já perceberam as fracas capacidades de McCain nesta área.
Entretanto, o Presidente do Banco Mundial afirmou que esta crise demonstra a ineficácia do G7. Por isso, além dos Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido, também deveriam fazer parte do grupo dos mais poderosos o Brasil, a China, a Índia, o México, a Rússia e a África do Sul.

Sarah Palin comenta a entrevista com Katie Couric


A última entrevista de Palin com Couric foi considerada "desastrosa". As críticas foram imensas, não só de republicanos, como também das pessoas comuns que votarão nestas eleições. Além disso, a entrevista fez as delícias do "Saturday Night Live". Hoje, durante a campanha eleitoral, Palin referiu, em tom de brincadeira, que pretende que Tina Fey continue com o seu emprego (interpretando e satirizando a candidata).
Num tom um pouco mais sério e, sem dúvida, numa tentativa de justificar os seus resultados nas entrevistas Palin disse que estava à espera de discutir os assuntos e as questões que interessam aos americanos, ao invés de falar, por exemplo, sobre os jornais que lê diariamente.
Sem dúvida que Palin teve oportunidade de discutir os assuntos no debate que teve com Biden, contudo a minha única questão é a seguinte: "Será que os ataques pessoais a Obama correspondem a assuntos que os americanos gostariam ver tratados?". Ainda ontem Palin quase que acusou Obama de ser um terrorista...
Os comentários de Palin podem ser ouvidos aqui, na CBSnews.
UPDATE: É possível que a verdadeira Sarah Palin apareça no "Saturday Night Live", satirizando Tina Fey. Seria, também, uma maneira de ficar melhor vista, aos olhos dos americanos e, eventualmente, conseguir mais votos.

"Dangerous": Anúncio de McCain

John McCain também tem 1 novo anúncio, mas nele imprime a "desonra" que é Obama vir a ser "commander-in-chief " e Presidente dos EUA. É ou não é campanha negativa?

Aqui está o anúncio "Perigoso":

Novos anúncios de Obama: "This Year" e "Coin"

Obama revela o bom carácter que tem ao responder ao ticket McCain-Palin com o que se pode chamar de "campanha construtiva": a continuação da discussão de ideias, ao invés da primazia concedida aos ataques pessoais, por parte do adversário.


"This Year": É um anúncio sobre a Economia. Obama citica McCain, por este querer retirar o tema da agenda política.



"Coin": Anúncio sobre a saúde.


Reflexões sobre a "campanha negativa"

Clicando na imagem, segue para a reportagem da CBSnews.

Durante as últimas semanas a campanha foi dominada pela questão económica que, de acordo com as sondagens e os analistas, favoreceu Obama. Na verdade, assistiu-se a uma subida de Obama nas sondagens que, de um empate técnico antes das complicações económicas, passou para a liderar de forma indubitável. Neste contexto, a campanha de McCain tem de reagir, de forma a tentar captar os votos dos indecisos e convencer alguns eleitores não muito sólidos de Obama a mudarem de opinião.
No meu caso concreto, apesar de não ser um fervoroso apoiante de Obama, considero que é ele que está com melhores capacidades para gerir os EUA. De facto, se dúvidas houvesse no meu espírito dissipar-se-iam imediatamente, pois as campanhas eleitorais são frutíferas na análise de carácter que se faz de cada um dos candidatos. A verdade é que, apesar de todos os assessores, quem comanda a campanha é o n.º 1 do ticket. Assim, é grave quando o n.º 1 de uma lista que se propõe à Casa Branca diz que aprova o conteúdo de mensagens que se baseiam apenas no ataque pessoal. O que interessa nesta eleição seriam as ideias de cada candidato, o que é muito bonito de se dizer, todavia, quando se começa com a campanha negativa, o efeito pode (e deve) ser diferente do esperado, isto é, as pessoas podem perceber que existe um desespero, a um mês das eleições. Citando Obama, a campanha de McCain pretende virar a página da Economia da campanha, pois é algo que contribui para a sua queda e iniciar uma série de ataques pessoais que não são, de todo, verdade. Deve-se, por outro lado, referir que é do interesse de Obama manter a questão económica na agenda política, uma vez que é essa questão que o favorece.
A meu ver, McCain deveria discutir ideias concretas e concentrar-se na preparação para os debates e na preparação das entrevistas de Palin, mostrando-se como um ticket capaz de resolver os problemas dos americanos, ao invés de se mostrar mal-educado e mentiroso. Isto não é “fair-play”! E, seja numa campanha, seja no quer que for, na vida não se deve perder a honra, nem a dignidade. Uma vez perdidos esses bens, estamos mortos moralmente. É preferível perder uma eleição, saindo dessa eleição, como uma pessoa honrada, do que perder tudo: a eleição e a honra. O “vale tudo” é um atributo dispensável ao próximo presidente dos EUA.
Neste contexto, como se pode verificar
neste site, da CNN, as afirmações de Palin são falsas. No entanto, atentando na conclusão, verificamos que se refere apenas aos últimos 3 anos, desde que Obama é Senador do Illinois. Apesar de, pessoalmente, não acreditar que Obama partilhe dos mesmos ideais terroristas que se referem na reportagem, pode fazer-se uma investigação jornalística para comprovar ou não esse facto. Todavia, uma decisão dessas seria, provavelmente, o objectivo de McCain, pois, desse modo, os holofotes da incerteza estariam apontados na direcção democrata.
Entretanto, a campanha de Obama tem sido ajudada por celebridades que o apoiam e pedem aos eleitores o voto no candidato. Apesar disso, Obama está sob investigação, devido às grandes quantidades de dinheiro que a sua campanha gerou. Investiga-se se a lei eleitoral foi ou não cumprida. É obvio que a campanha republicana irá continuar com a mesma atitude relativamente à campanha presidencial ("campanha negativa"). O que McCain gostaria que acontecesse era que um escândalo rebentasse. Creio, contudo, que, no caso do financiamento da campanha, Obama não deverá ter incorrido em nenhum incumprimento. O facto de receber as quantidades de dinheiro que recebe, tem que ver com o interesse e a solidariedade das pessoas na sua causa: a verdadeira mudança. Caso seja eleito e esperemos que sim, que honre a confiança que as pessoas depositaram nele.

domingo, 5 de outubro de 2008

5 de Outubro


Clicar na imagem para seguir para o blog "Desperdiçando Tempo".

sábado, 4 de outubro de 2008

Rescaldo do Debate: Até que ponto se disse apenas a verdade?

Após o debate realizado na passada 5.ª feira, tentou-se perceber até que ponto o que foi dito pelos candidatos à Vice-presidência dos EUA foi verdade. Nesta reportagem da CBSnews, destacam-se 5 pontos que não obedeceram à verdade, talvez por desconhecimento dos intervenientes.
No que diz respeito a Sarah Palin, houve uma acusação em como Obama tentou subir os impostos, para a classe média, se as suas receitas anuais rondassem os 42 000$. Na verdade, Obama nunca o tentou fazer.
Além disso, de acordo com o programa de impostos de Obama,em que as famílias com mais recursos contribuiriam mais para o Estado, a Governadora acusou o ticket Obama-Biden de subir os impostos a milhões de pequenas companhias. Ora, a verdade é que afectarão milhares (cerca de 480 000 mil pequenos estabelecimentos), mas este valor não chega a metade de um milhão. Neste caso, foi utilizada uma hipérbole, para exagerar o efeito de uma medida que o ticket democrata pretende tomar.
Finalmente, a construção do gasoduto que Palin disse já estar a ocorrer, no Alasca, na verdade, ainda está no papel.
Relativamente ao Senador democrata, na sua resposta a Palin, disse que também McCain havia votado para que os impostos da classe média subissem. Com efeito, McCain fez o contrário.
Além disso, Biden referiu que Obama nunca havia dito que se sentaria à mesa com o Presidente do Irão, Mahmoud Ahmadinejad, sem pré-condições. De facto, Obama disse-o, numa entrevista à CNN.
Muitas destas faltas, acredito não terem sido cometidas propositadamente, mas, muitas vezes, por esquecimento do que já se disse anteriormente.


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Plano Paulson aprovado pela Câmara dos Representantes

O "Plano Paulson", desenhado pelo Secretário de Estado do Tesouro, que lhe dá nome, foi hoje aprovado na Câmra dos Represententes, após o chumbo de 2.ª feira. No entanto, a maioria dos republicanos votou contra. Vejamos:
.......................Votos a Favor; Votos Contra
Democratas 172...................... 63
Republicanos 90 ......................107
De acordo com o semanário "Sol", «A nova versão da legislação permite ao Governo americano comprar activos 'tóxicos' a instituições financeiras afectadas por uma onda de clientes que não conseguem pagar as hipotecas. A proposta contém também 149 mil milhões de dólares em benefícios fiscais, um aumento da garantia federal sobre os depósitos bancários e alterações à legislação dos valores mobiliários. ».
A ver vamos quais as repercussões na Economia Mundial e na campanha eleitoral.

Sondagem CBS: Biden vence o Debate


Clicando nas imagens, ver-se-ão as peças da CBSnews.

Ocorreu ontem o que muitos pensam que terá sido o debate para a Vice-presidência dos EUA mais assistido de sempre, devido à polémica em torno de Sarah Palin.
Os assuntos tratados tiveram que ver com a energia, a saúde e a política externa, sem esquecer, evidentemente, a economia. O debate pode ser visto aqui.
Neste debate, verificou-se que os candidatos se enfrentaram, mas não de forma agressiva, como se havia verificado no debate presidencial. Joe Navarro, da CBS, diz-nos que, tendo em conta a pressão que estava em cima de Palin ela se aguentou bem. Quanto a Biden, estava confiante e mostrou-se atento aos detalhes.
A percepção geral dos eleitores indecisos foi que Biden venceu o debate (46%). Já 21% afirmaram que fora Palin que levara a melhor. Apesar disso, a opinião dos indecisos sobre ambos os candidatos aumentou consideravelmente, de tal modo que 18% dos indecisos admitia votar em Obama e 10% em McCain.
Relativamente à percepção sobre o conhecimento dos dossiers, a opinião dos indecisos favoreceu ambos os candidatos. De acordo com 98% dos indecisos Biden conhece bem os dossiers (antes do debate a percentagm era 79%). Sarah Palin terá convencido 66% dos indecisos, mais 23%, do que antes do debate.
É importante fazer referência à preparação dos candidatos para exercerem o cargo de Vice-presidente. 97% dos indecisos consideram que Biden está preparado. Para Palin a percentagem é um pouco inferior: 55%.

Entretanto, a campanha de Obama já lançou um anúncio televisivo, onde critica o plano de saúde de McCain.


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Debate VP Sarah Palin - Joe Biden

Hoje à noite será o 1.º debate para a Vice-presidência. Espera-se que seja um debate com muita audiência. Na verdade, 65% dos eleitores americanos admitem vir a assistir ao debate. A principal preocupação destes americanos é saber até que ponto os candidatos estarão prontos para assumirem as funções de Vice-presidente. Segundo uma sondagem da CBSnews, 38% dos inquiridos respondem que Palin está preparada e 70% repondem que Biden está preparado.
Quanto aos analistas, há quem diga que Palin passou por um mau momento nas entrevistas, mas estará à altura no debate, até porque, ao que consta foi uma boa debater no Alasca. Contudo, as questões que preocupavam o Alasca, não são exactamente as mesmas que preocupam toda a América. Espera-se para se ver os contributos de Palin, no que concerne à crise económica. Deve dizer-se que Palin esteve a ser preparada no Arizona, com os líderes da campanha de McCain.
Já Joe Biden esteve a preparar-se debatendo com algumas senadoras, como Hillary Clinton. Tem-se, até, especulado que o debate será mais difícil para Biden, uma vez que as espectativas para Palin estão demasiado baixas, pelo que uma prestação razoável poderá ser bastante considerada. Também Biden terá de ter em atenção as gaffes e um eventual aproveitamento político da campanha de McCain, caso haja algo que sugira discriminação sexual. Se não houver, a campanha de McCain andará à procura, provavelmente.
A campanha democrata diz que neste debate também é crucial perceber quem estará preparado para ser Presidente (uma clara alusão à mais que falada incapacidade de Palin para assumir tal cargo) e qual dos 2 tickets será melhor para a classe média (focus da campanha democrata que, mal acabou o debate presidencial lançou um anúncio televisivo, onde referia que McCain não tinha falado um único minuto sobre a classe média).
A propósito de anúncios televisivos ("ad's"), a campanha de McCain lançou um novo, onde diz que espera que Biden cometa gaffes. Trata-se, evidentemente, de uma antecipação, para o caso de o debate correr mal a Palin.